Trabalho informal em tempos “globalizacionistas”

Autores

  • Ana Elizabeth Santos Alves Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • José Rubens Mascarenhas de Almeida Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v9i33e.8639538

Palavras-chave:

Trabalho informal. Reestruturação Produtiva. Flexibilização. Globalização. Transnacionalização

Resumo

O objetivo do artigo é refletir sobre o trabalho informal e a sua funcionalidade para aacumulação do capital. Para ilustrar as análises destaca a feira livre, presente nas zonasurbanas das cidades, como exemplo de espaço que estampa de forma bem evidente aprecarização do trabalho, o desemprego “oculto” e o comércio. Além disso, o texto mostraque a realidade do trabalho informal é um fenômeno que se planetariza e avança para ospaíses centrais do capitalismo. Busca analisar essas questões a partir de discussõespontuais a respeito da flexibilização do trabalho, do neoliberalismo e da empregabilidade.

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Biografia do Autor

Ana Elizabeth Santos Alves, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB e pesquisadora do grupo de estudos História, Trabalho e Educação do Museu Pedagógico da UESB.

José Rubens Mascarenhas de Almeida, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB, pesquisador do Neils/PUCSP e do Museu Pedagógico da UESB.

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Como Citar

ALVES, A. E. S.; ALMEIDA, J. R. M. de. Trabalho informal em tempos “globalizacionistas”. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 9, n. 33e, p. 238–250, 2012. DOI: 10.20396/rho.v9i33e.8639538. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8639538. Acesso em: 25 set. 2022.

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