Trabalho docente e proletarização

Autores

  • Ana Elizabeth Santos Alves Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v9i36.8639638

Palavras-chave:

Trabalho docente. Proletarização

Resumo

Este artigo tem como objetivo central refletir acerca das razões que levam os docentes aserem rotulados de proletários na literatura sobre o tema. Para tanto, revisitamosbrevemente algumas teses sobre proletarização e analisamos a posição dos docentes nadivisão social do trabalho, retomando algumas discussões sobre classe. Os debates situamseem torno de interpretações que, de um lado, explicam o trabalho docente comocaracteristicamente capitalista ou como não capitalista e, de outro, descartam a polarizaçãoe buscam esclarecer o trabalho docente como síntese de relações sociais, considerando osprofessores como sujeitos participativos que se aliam a outros trabalhadores como práticade resistência.

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Biografia do Autor

Ana Elizabeth Santos Alves, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB

Professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, atuando em cursos de graduação e no Programa de Pós graduação Stricto Sensu em Memória Linguagem e Sociedade. 

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Como Citar

ALVES, A. E. S. Trabalho docente e proletarização. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 9, n. 36, p. 25–37, 2012. DOI: 10.20396/rho.v9i36.8639638. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8639638. Acesso em: 25 set. 2021.

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