Colégio Gonzaga: pioneiro e difusor do ensino católico na cidade de Pelotas

Autores

  • Giana Lange do Amaral UFPEL

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v10i37.8639671

Palavras-chave:

Instituição educacional. Educação católica. Projeto pedagógico lassalista

Resumo

Este texto apresenta aspectos da história do Colégio Gonzaga, criado pelos jesuítas, em1894, como Escola São Luís Gonzaga, e que foi a primeira instituição católica de ensinoprimário e secundário da cidade de Pelotas. O Gonzaga foi, em diferentes épocas, umimportante instrumento na disseminação da ideologia católica junto a meninos e rapazes.Sua ação educacional e evangelizadora deu-se inicialmente pela ação dos jesuítas eposteriormente, pelos lassalistas com importante atuação das associações religiosas que alise formavam. O sistema de ensino pautado pelos princípios da disciplina, da obediência, dorespeito e dos bons exemplos, tendo por base a inculcação moral e religiosa, visava àformação de alunos dóceis, obedientes, mas ao mesmo tempo preparados para ocuparemfuturamente posições e responsabilidades de mando. Era uma escola destinada àqueles quepodiam pagar e que se sujeitavam às suas regras bem definidas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Giana Lange do Amaral, UFPEL

Professora associada da Universidade Federal de Pelotas.

Referências

AMARAL, Giana Lange do. O Gymnasio Pelotense e a Maçonaria: uma face da história da educação em Pelotas. Pelotas: Seiva Publicações, 1999. (Série História da Educação em Pelotas, no 1).

AZZI, Riolando. História da educação católica no Brasil. Contribuição dos Irmãos maristas: 1887-1987. São Paulo, Simar, 1997.

BOURDIEU, Pierre. Economia das trocas simbólicas. 3a ed. São Paulo: Perspectiva, 1992.

CAMPAGNONI, Ivo Carlos. História dos Irmãos lassalistas no Brasil. Canoas: Editora La Salle, 1980.

CERTEAU, Michel de. A escrita da história. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982.

CHARTIER, Roger. Textos, impressão e leitura. In: HUNT, Lynn. A nova história cultural. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

CHARTIER, Roger. História Cultural: entre práticas e representações. Lisboa: Difel, 1990.

CORSETTI, Berenice. Controle e ufanismo – A escola pública no Rio Grande do Sul (1889/1930). In: História da Educação/ASPHE. FaE/UFPel. No 4, set.1998. Pelotas. Ed. da UFPel.

DALLABRIDA, Norberto. A fabricação das elites: o Ginásio Catarinense na primeira república. Florianópolis: cidade Futura, 2001.

DE CERTEAU, Michel. A operação histórica. In: Lê GOFF e NORA, Pierre (Orgs.). História: novos problemas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995b.

FERREIRA, Marieta e AMADO, Janaína (Coord.). Usos e abusos da história Oral. Rio de Janeiro: Ed. da Fundação Getúlio Vargas, 1998.

FRAGO, Antonio Viñao Del espacio escolar y la escuela como lugar: propuestas y cuestiones. Historia de la Educación, v. 13-14, p. 17-74, 1993-1994.

FRAGO, Antonio Viñao, ESCOLANO, Augustin. Currículo, Espaço e subjetividade: a arquitetura como programa. Rio de Janeiro: DP&A, 1998.

FRANCA, Leonel, S.J. O método pedagógico dos jesuítas – o “Ratio Studiorum”: introdução e tradução. Rio de Janeiro:.Livraria Agir Editora, 1952.

GIOLO, Jaime. Estado, Igreja e Educação no RS da Primeira República. São Paulo: USP, 1997. Tese de Doutorado em História e Filosofia da Educação – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo.

HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Ed: Vértice, 1990.

HENGEMÜLE, Edgard, fsc. La Salle, uma leitura de leituras: o padroeiro dos professores na história da educação. Centro Universitário La Salle, 2000.

JUSTO, Henrique. La Salle, Patrono do Magistério – Vida, bibliografia, pensamento, obra pedagógica. 4a ed, 1991.

LE GOFF, Jacques. A História Nova. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

LE GOFF, Jacques. História e Memória. 4a ed. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1996.

LEMBRANÇAS DO GINÁSIO GONZAGA – 1910 A 1940.

LOCHER, Gustavo. Vade Mecum Philosophico. São Paulo, Typographia Brazil de Carlos Gerke, 1898.

MAIA, Pedro. Ratio Studiorum - Método Pedagógico dos Jesuítas. São Paulo, Loyola, 1986.

MAGALHÃES, Justino. Contributo para a História das Instituições Educativas - entre a Memória e o Arquivo. Universidade do Minho (mimeo), 1996.

MAGALHÃES, JUSTINO. A história das instituições educacionais em perspectiva. In: GATTI JR, Décio; INÁCIO FILHO, Geraldo. História da Educação em Perspectiva: ensino, pesquisa, produção e novas investigações. Campinas, SP: Ed. Autores Associados, Uberlândia, EDUFU, 2005. p. 91 a 103.

NAGLE, Jorge. Educação e sociedade na primeira república. São Paulo, EPU. Ed. Da Universidade de São Paulo, 1974.

NÓVOA, António (org.). As Organizações Escolares em Análise. 2oed. Lisboa, Portugal: Publicações Dom Quixote, 1995.

PARMAGNANI, Irm. Jacob José, RUEDELL, Otto. Memorial do Colégio Gonzaga - Cem anos de Educação. Porto Alegre: Gráfica Editora Pallotti, 1995.

ROMANELLI, Otaíza de Oliveira. História da Educação no Brasil (1930/1973). 18oed. Petrópolis, RJ: Editora Vozes Ltda, 1996.

SAVIANI, Dermeval; LOMBARDI, José Claudinei; SANFELICE, José Luís (Orgs.). História e História da Educação: o debate teórico-metodológico. Campinas, SP: Autores Associados: HISTEDBR, 1998. (Coleção Educação Contenporânea).

SAVIANI, Dermeval. História da idéias pedagógicas no Brasil.Campinas, SP: Autores Associados, 2007.

TAMBARA, Elomar. Positivismo e Educação - Educação no Rio grande do Sul sob o Castilhismo. Pelotas, RS: Ed. Universitária, UFPel, 1995

VEIGA, Cyntia Greive. História da Educação. São Paulo: Ática, 2007

WERLE, Flávia . História das instituições escolares: de que se fala?. In: LOMBARDI, C.;NASCIMENTO, M. (orgs.). Fontes, história e historiografia da educação. Campinas, SP: HISTEDBR, PUCPR, UNICS, UEPG, 2004. p. 13 a 35.

Downloads

Como Citar

AMARAL, G. L. do. Colégio Gonzaga: pioneiro e difusor do ensino católico na cidade de Pelotas. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 10, n. 37, p. 151–168, 2012. DOI: 10.20396/rho.v10i37.8639671. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8639671. Acesso em: 26 set. 2022.

Edição

Seção

Artigos