Educação do campo ou educação no campo?

Autores

  • Luiz Bezerra Neto UFSCar

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v10i38.8639696

Palavras-chave:

Educação do campo. Movimentos sociais. Sem terra

Resumo

O texto apresentado é parte do relatório de pesquisa preliminar, financiado pela FAPESP eque busca discutir os princípios histórico-filosóficos que fundamentam as propostas deeducação no MST, sua concepção educacional e sua visão de mundo, visto que esseMovimento entende como inexorável a reforma da educação, adaptada e adequada àscondições do meio rural e entendida, a partir desse pressuposto, como instrumento capazde libertar a classe trabalhadora da exploração a que está submetida, provendo assim oacesso ao saber àqueles que foram de alguma forma, excluídos da sociedade capitalista.A necessidade de se aprofundar neste tema surgiu a partir do estudo desenvolvido durantea pesquisa realizada para a obtenção do título de mestre, momento em que me dediquei aanalisar as práticas educativas e formativas do MST e as experiências de formaçãodesenvolvidas no interior desse movimento. Ao ingressar no programa de doutorado daFaculdade de Educação da UNICAMP, procurei verificar o porquê de propostassemelhantes às do MST, apresentadas na primeira metade do século XX, não terem sidoimplementadas, ou pelo menos, não terem atingido os resultados esperados à época,ocasionando o retorno de sua apologia na atualidade.Ao buscar compreender seus pressupostos, pude verificar que este movimento padece dealguns problemas que estão na origem de sua formação, dado que ao aderir aocomunitarismo-cristão e ao pragmatismo, consubstanciado num ecletismo pedagógico ficaimpossibilitado de compreender a realidade a partir da relação dialética propugnada pelomaterialismo histórico, que pretendem aderir.

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Biografia do Autor

Luiz Bezerra Neto, UFSCar

Professor da Universidade Federal de São Carlos atuando na graduação e na pós-graduação.

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Como Citar

BEZERRA NETO, L. Educação do campo ou educação no campo?. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 10, n. 38, p. 150–168, 2012. DOI: 10.20396/rho.v10i38.8639696. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8639696. Acesso em: 30 nov. 2021.

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