Reflexões sobre ensino de arte: recortes históricos sobre políticas e concepções

  • Maria José Dozza Subtil Universidade Estadual de Ponta Grossa
Palavras-chave: Ensino de arte. Políticas educacionais. Práticas artísticas escolares

Resumo

O presente texto apresenta um estudo de caráter teórico sobre as políticas para o ensino da arte na escola, analisando as leis e concepções de educação artística em diferentes momentos históricos, desde a gênese, com a ação evangelizadora dos jesuítas, passando pelas idéias artísticas e pedagógicas do século XX, até a promulgação da LDB 9.394/96. Nesse percurso histórico mapeamos os movimentos políticos e culturais que em maior ou menor grau influenciaram as ações do Estado. Teorizamos também sobre as diferentes perspectivas assumidas para o ensino de arte na prática, evidenciadas nos encaminhamentos teórico metodológicos que explicitaram as diretrizes para a área. O texto adota pressupostos do materialismo histórico e dialético como fundamento da análise empreendida e como horizonte para a proposição de uma prática artística escolar humanizadora e socializadora da cultura e dos conhecimentos historicamente constituídos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Maria José Dozza Subtil, Universidade Estadual de Ponta Grossa
Professora do Programa de Pós Graduação em Educação/UEPG

Referências

BARBOSA, A. M. Arte-educação: conflitos e acertos. 2 ed. São Paulo: Max Limonad, 1985.

BARBOSA, A. M. A imagem no ensino da arte: anos oitenta e novos tempos.São Paulo: Perspectiva; Porto Alegre: Fundação IOCHPE, 1991.

BARBOSA, A. M. Arte-educação no Brasil. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, Debates, 2002.

BRASIL. Lei no 5.692/71, de 11 de agosto de 1971. Fixadiretrizes e bases para o ensino de 1° e 2o graus, e dá outras providências. Diário Ofi cial da União, Brasília, 12ago. 1971a.

BRASIL. MEC. CFE. Parecer no 853/71, de 12 de novembro de 1971. Documenta, n. 132, nov. 1971b, p. 166-190.

BRASIL. MEC. CFE. Parecer no 1.284/73, de 9 de agosto de 1973. Fixa conteúdos mínimos e duração do curso de Educação Artística. Brasília, 1973.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais – Arte. Brasília, DF: MEC, 1997. v. 6.

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais (5a à 8a séries) - Arte. Brasília, DF: MEC, 1998.

BRANDÃO, C. R. A Educação popular na escola cidadã. Petrópolis: Vozes, 2002.

CURITIBA, Prefeitura Municipal. Jornal Escola Aberta, abril-julho de 1988.

DEWEY , John. Ars as experience. New York:Perigee Books, 1980 ( 1 edição 1934).

FUZARI, M. F.; FERRAZ M. H. R. . Metodologia do Ensino da Arte. São Paulo: Summus, 1992

FONSECA, F. N. Parâmetros curriculares nacionais: possibilidades e limites. In: PENNA. M. (coord.) É este o ensino de arte que queremos? Uma análise das propostas dos parâmetros curriculares nacionais. João Pessoa: Editora universitária,CCHLA/PPGE, 2001, p. 19-30.

IAVELBERG, Rosa. Para gostar de aprender Arte: sala de aula e formação de professores. Porto Alegre: Artmed, 2003.

MAIA, Maria. Villa Lobos – Alma Brasileira.Rio de Janeiro: Contraponto-PETROBRÁS, 2000.

MARTINS, Raimundo. Educação Musical no Brasil: Uma síntese histórica como preâmbulo para uma idéia de Educação Musical no Brasil do século XX. Salvador: Revista da ABEM, 1992, p.6-11.

MARX, K.; ENGELS, F. Sobre literatura e arte. 3. ed. São Paulo: Global, 1986.

MÈSZÁROS. I. A educação para além do capital. São Paulo: Boitempo, 2005.

MIGNONE, Francisco. Educação é cultura. MEC/FENAME. Editora Bloch. Vol 3, 1980.

NETTO, José Paulo. Capitalismo monopolista e serviço social. São Paulo: Cortez, 1992.

OSINSKI, D.R.B. Ensino de arte: os pioneiros e a influência estrangeira na arte-educação do Paraná em Curitiba. 1998. Dissertação de Mestrado. Setor de Educação, Universidade Federal do Paraná,Curitiba,1998.

OSINSKI, D.R.B. Os pioneiros do ensino de arte no Paraná. Revista da Academia Paranaense de Letras. Ano 63, número 41, p.143-152. Curitiba, Maio de 2000.

PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Proposta Preliminar de Educação Artística 2o Grau. 1988 (a)

PARANÁ, Projeto de reorganização da Escola Pública de 1o Grau. 1988 (b)

PARANÁ, Currículo Básico para a Escola Pública do Paraná. Curitiba, 1990.

PEIXOTO, Maria Ines Hamann. Arte e grande público – a distância a ser extinta. Campinas: Autores Associados, 2003.

PARANÁ, Arte e auto construção humana: os porquês e os paraquês do ensino da arte na escola.. Seminário do Programa de Pós Graduação em Educação na Universdade Estadual de Ponta Grossa.14.09.2005. Não publicado.

PENNA, M. A orientação geral para a área de arte e sua viabilidade. In : _____ É este o ensino de arte que queremos? Uma análise das propostas dos parâmetros curriculares nacionais. João Pessoa: Editora universitária,CCHLA/PPGE, 2001, p. 31-55.

PORCHER, L. Educação Artística: luxo ou necessidade? São Paulo: Summus, 1982.

REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS PEDAGÓGICOS - MEC/INEP, Rio de Janeiro v. 59, n. 132 p.569-760, out./dez. 1973.

RIBEIRO, M. L.S. História da educação brasileira – a organização escolar. 19 ed. Campinas: Autores Associados, 2003.

RIO DE JANEIRO. Secretaria Municipal de Educação e Cultura - Comunicação e expressão⁄Educação artística. Niterói: Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro, 1977.

SAVIANI, D. História das idéias pedagógicas no Brasil. Campinas: Autores Associados, 2008.

SEBBEN, E.E. Concepções e práticas de música na escola na visão de alunos de 8a série do ensino fundamental: as contradições entre o legal e o real.2009,167f. Dissertação (Mestrado em Educação), Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 2009.

STORI, R. Políticas, concepções e gestão do ensino de arte no Paraná: um estudo sobre as Diretrizes Curriculares Estaduais. Mestrado em Educação Universidade Estadual de Ponta Grossa. 2010. ( Não publicado).

SUBTIL, M. J. D. Trajetórias do Curso de Magistério de Segundo Grau: as (re)formas da década de 80 em questão. 1997, 229 f.Dissertação (Mestrado em Educação), Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa, 1997.

SUBTIL, M. J. D.; SILVA JÚNIOR, N.; ATHAYDE, L. M. R.;FREITAS, F. Cadê a arte daqui? Políticas educacionais e práticas artísticas na educação escolar. In: VI JORNADA DO HISTEDBR. 2005, Anais..., Ponta Grossa: UEPG, 2005.

SUBTIL, M. J. D. Formação de Licenciandos em Música: o estágio curricular em questão. In: XVI ENCONTRO ANUAL DA ABEM. 2007, Anais..., Campo Grande: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, 2007.

SUBTIL, M. J.D. Reflexões sobre políticas para o ensino de Artes e práticas musicais nas escolas a partir das concepções sobre música e mídia de professores que atuam na educação básica. Revista Olhar de Professor. Ponta Grossa/PR, v. 1, no 11, p. 183-195, 2008.

SUBTIL, M. J.D. Uma contribuição ao estudo da educação musical nas políticas públicas brasileiras: educação artística, expressão e polivalência na Lei 5.692/71. In: XVIII Congresso Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical. 2009. Anais..., Londrina, Universidade Estadual de Londrina, 2009a, p. 1231-1237.

SUBTIL, M. J.D. Educação e Arte: dilemas da prática que a História pode explicar. In: Revista Práxis Educativa. Ponta Grossa/PR, v. 4, no 2, p. 185-194, jul-dez, 2009b. Disponível em http://www.revistas2.uepg.br/index.php/praxiseducativa/issue/current, acesso em 25/10/2010.

VÀZQUEZ, A. S. As idéias estéticas de Marx. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1978.

VÀZQUEZ. A.S. A filosofia da práxis. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1986.

VILLA-LOBOS, H. Solfejos originais sobre temas de cantigas populares para o uso de Canto Orfeônico. 1 vol. São Paulo- Rio de Janeiro: Irmãos Vitale, 1976.

Como Citar
Subtil, M. J. D. (1). Reflexões sobre ensino de arte: recortes históricos sobre políticas e concepções. Revista HISTEDBR On-Line, 11(41), 241-254. https://doi.org/10.20396/rho.v11i41.8639849
Seção
Artigos