Constituição histórica da concepção de infância e relação entre formação de professores e as diretrizes para o trabalho com o 1º ano do ensino fundamental de nove anos

Autores

  • Rosangela Maria Boeno Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v11i43.8639927

Palavras-chave:

Ensino fundamental de nove anos. Criança. Infância

Resumo

Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa bibliográfica sobre como se constituiu historicamente a ideia de infância. Ainda faz uma análise documental das orientações do Ministério da Educação (MEC) e da Secretaria de Estado da Educação do Paraná sobre as alterações necessárias à implementação do Ensino Fundamental de Nove Anos, mais precisamente sobre o trabalho que se deve realizar com as crianças do 1º ano, proporcionando a elas o acesso à alfabetização e ao letramento, mas sem deixar de lado o trabalho com as diversas expressões e áreas do conhecimento, atendendo dessa maneira às especificidades da infância. Neste contexto destaca-se a relação existente entre a prática da sala de aula e a necessidade de formação do professor que trabalha com as crianças do 1º ano do Ensino Fundamental de nove anos. Este estudo teve como principais referências: Beauchamp, Pagel e Nascimento; Maciel, Baptista e Monteiro; Gusso; Kramer; Gasparin, além da legislação e documentos oficiais que tratam do tema em estudo.

 

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Biografia do Autor

Rosangela Maria Boeno, Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR

Doutoranda em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR. 

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Como Citar

BOENO, R. M. Constituição histórica da concepção de infância e relação entre formação de professores e as diretrizes para o trabalho com o 1º ano do ensino fundamental de nove anos. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 11, n. 43, p. 42–65, 2012. DOI: 10.20396/rho.v11i43.8639927. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8639927. Acesso em: 16 maio. 2022.

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