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Memórias da educação: a alfabetização de jovens e adultos em 40 horas (Angicos/RN, 1963)
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Palavras-chave

Memória. História. Método Paulo Freire. Alfabetização de Jovens e Adultos

Como Citar

CARVALHO, Maria Elizete Guimarães; BARBOSA, Maria das Graças da Cruz. Memórias da educação: a alfabetização de jovens e adultos em 40 horas (Angicos/RN, 1963). Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 11, n. 43, p. 66–77, 2012. DOI: 10.20396/rho.v11i43.8639928. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8639928. Acesso em: 14 jun. 2024.

Resumo

O propósito desse estudo é refletir sobre as memórias do projeto de alfabetização denominado 40 Horas de Angicos, experiência de educação popular desenvolvida no início dos anos 1960, na cidade de Angicos/RN. As memórias dessa experiência educacional caracterizam-se pelos aspectos de transformação e de conservação, encontrando-se em processo de desaparecimento, tendo em vista o esquecimento, a amnésia e o retraimento que caracterizam o ato de lembrar nos indivíduos e nas sociedades. Considerando essa afirmação, o artigo também discute as relações entre história e memória, a importância de um trabalho conjunto que contemple e recolha vivências, vestígios, reminiscências, eventos educacionais, enriquecendo o campo epistemológico da História da Educação. As 40 Horas de Angicos alfabetizou cerca de 300 adultos em 40 horas, utilizando-se de práticas educacionais orientadas por Paulo Freire, estando presente nas lembranças, nos silêncios e nos esquecimentos dos participantes, que denunciaram a extinção dos vestígios, como a destruição dos espaços que foram círculos de cultura, o desaparecimento da memória e da história. As reflexões fundamentaram-se nos estudos de Bergson, Halbwachs, Hobsbawm sobre a memória.

https://doi.org/10.20396/rho.v11i43.8639928
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