Casa das educandas ou recolhimento das educandas: instituição para meninas desvalidas no Pará, no século XIX

Autores

  • Celita Maria Paes de Sousa Universidade Federal do Pará - UFPA

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v11i43e.8639964

Palavras-chave:

História das instituições educacionais. Infância desvalida. Pará. História da educação

Resumo

Este trabalho é parte de uma pesquisa que investiga a história das instituições para meninas desvalidas no Pará. Tendo para isso delimitado o período que vai do início do século até meados do séculoXIX. A opção pelo limite temporal inicial nos oitocentos se justifica pelo momento da criação, em 1804, da primeira instituição para o acolhimento a meninas desvalidas, conhecida como Casa das Educandas ou Recolhimento das Educandas. O limite final, 1851, foi escolhido por coincidir com o período em que o Recolhimento das Educandas passa a ser instituído, oficialmente, como colégio de Nossa Senhora do Amparo, passando por nova regulamentação. A metodologia de pesquisa consistiu, num primeiro momento, de levantamento de material bibliográfico relativo ao período delimitado que abordasse a história da infância desvalida e também as instituições para meninas desvalidas no Pará. Fontes de estudo, primárias e secundárias foram pesquisadas na Biblioteca Arthur Vianna, na seção de Obras Raras, e no Arquivo Público do Pará. O maior tempo de trabalho de consulta foi dedicado à leitura e análise dos documentos oficiais do governo provincial. O estudo revela, antes de tudo, que as ações do poder público, relacionadas ao atendimento das necessidades de acolhimento para meninas desvalidas, foram insuficientes.

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Biografia do Autor

Celita Maria Paes de Sousa, Universidade Federal do Pará - UFPA

Doutora em Educação: Currículo, PUC/SP, 2010; professora da Universidade Federal do Pará - UFPA

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Como Citar

SOUSA, C. M. P. de. Casa das educandas ou recolhimento das educandas: instituição para meninas desvalidas no Pará, no século XIX. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 11, n. 43e, p. 224–234, 2012. DOI: 10.20396/rho.v11i43e.8639964. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8639964. Acesso em: 9 dez. 2021.

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Artigos