O ensino agrícola no Maranhão imperial

Autores

  • César Augusto Castro Universidade Federal do Maranhão - UFMA

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v12i48.8640006

Palavras-chave:

Ensino agrícola. Maranhão Império. Instrução Pública

Resumo

Neste artigo, tratamos do ensino agrícola no Maranhão Império oferecido pela Escola do Cutim, instituição criada em 1859 com a finalidade de recolher e educar crianças pobres e desvalidas. Descrevem-se os processos de ensino adotados através do método aratório, do ensino do ofício carpinteiro e do ferreiro, da criação de animais domésticos, e do plantio, colheita e beneficiamento dos produtos agrícolas (tais como: açúcar, arroz milho e algodão). Trata-se dos diferentes investimentos da Província para a criação e manutenção da escola, como a contratação de professores e a importação de produtos, sementes e animais de várias partes do Brasil, Estados Unidos e França. Conclui-se que a Escola Agrícola do Cutim foi um empreendimento público levado a efeito no Maranhão oitocentista com o objetivo de formar mão de obra para ordenar e regular a vida  de meninos oriundos da parcela menos favorecida da sociedade, ao mesmo tempo em que pretendia aprimorar as formas de produção agrícola que contribuíram para o desenvolvimento econômico do Maranhão na época.

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Biografia do Autor

César Augusto Castro, Universidade Federal do Maranhão - UFMA

Professor Titular da Universidade Federal do Maranhão integrando os Programas de Pós-graduação em Educação e o Curso de Biblioteconomia. 

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Como Citar

CASTRO, C. A. O ensino agrícola no Maranhão imperial. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 12, n. 48, p. 25–39, 2013. DOI: 10.20396/rho.v12i48.8640006. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640006. Acesso em: 20 out. 2021.

Edição

Seção

Artigos