Escolas de formação de professores/as no Brasil e em Portugal e a feminização do magistério

Autores

  • Amanda Rabelo Universidade Federal Fluminense

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v12i46.8640070

Palavras-chave:

Escolas normais. Formação de professores. Feminização do magistério. Estudo comparado

Resumo

Este artigo apresenta um histórico desde o período da colonização do Brasil por Portugal até os dias atuais da institucionalização das escolas de formação de professores/as e da sua relação com a feminização do magistério primário. Apresentaremos um esboço de algumas abordagens teóricas sobre história da educação, elegendo bibliografias de ambos os países que fizessem análises históricas com escolhas documentais alargadas e/ou diferenciadas, que deram ênfase também à análise das narrativas e dos discursos, bem como buscamos algumas fontes oficiais e dados estatísticos. Deste processo concluimos que esta é uma história de luta feminina entre discursos favoráveis e negativos à sua entrada nos cursos de formação para o magistério, de crescimento do número de mulheres e de saída dos homens dos cursos de formação, de valorização da condição feminina e do status da profissão, de abertura profissional às mulheres, entre outros aspectos que desenvolveremos no decorrer do artigo.

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Biografia do Autor

Amanda Rabelo, Universidade Federal Fluminense

Professora adjunta da Universidade Federal Fluminense

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Como Citar

RABELO, A. Escolas de formação de professores/as no Brasil e em Portugal e a feminização do magistério. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 12, n. 46, p. 24–45, 2012. DOI: 10.20396/rho.v12i46.8640070. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640070. Acesso em: 4 dez. 2022.

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