O trabalho como principio educativo e como principio de alienação: possibilidades e limites da pedagogia da alternância

Autores

  • Ricardo Palaro Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
  • Maria de Lourdes Bernartt Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v12i46.8640087

Palavras-chave:

Trabalho. Trabalho como princípio educativo. Alienação. Educação. Pedagogia da Alternância

Resumo

A temática tratada nesse artigo faz parte de uma pesquisa mais ampla desenvolvida noPrograma de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional da UTFPR campus PatoBranco. O questionamento que se levanta é sobre a possibilidade de captar na Pedagogiada Alternância elementos da categoria trabalho bem como também elementos da categoriatrabalho como princípio educativo. Para isso, este artigo apresenta reflexões sobre otrabalho como princípio educativo e principio de alienação, bem como discute esta relaçãona Pedagogia da Alternância. Os primeiros resultados mostram que a Pedagogia daAlternância está longe de ser vista como revolucionária.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ricardo Palaro, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

Graduado em filosofia pela FAE – Curitiba. Atualmente é aluno do Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) – na UTFPR – Campus Pato Branco – PR.

Maria de Lourdes Bernartt, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

Professora Doutora em educação pela Unicamp. Atua como docente do Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional (UTFPR), com a disciplina Educação e Desenvolvimento Sustentável.

Referências

ANTUNES, Ricardo L. C.. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2003. 258 p.

BRAVERMAN, H. Trabalho e Capital Monopolista. A degradação do trabalho no século XX. 3.ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.

CALVÓ, Pedro Puig. Introdução. In: Pedagogia da Alternância – alternância e desenvolvimento. Primeiro Seminário Internacional. Salvador: Dupligráfica Editora, 1999.

FORGEARD, G. Alternância e Desenvolvimento do Meio. In: Pedagogia da Alternância – alternância e desenvolvimento. Primeiro Seminário Internacional. Salvador: Dupligráfica Editora, 1999.

FRANCO, Maria Laura P. Barbosa. Possibilidades e limites do trabalho enquanto principio educativo. Cad. Pesquisa, São Paulo(68): 29-37, fevereiro 1989.

FRIGOTTO, Gaudêncio. O trabalho como princípio educativo no projeto de educação integral de trabalhadores- Excertos. 2005. Acesso em: www.escolanet.com.br/teleduc/.../9/.../Trabalho_principio_educ.doc, dia 10 de maio de 2011.

GIMONET, Jean-Claude. Nascimento e Desenvolvimento de um Movimento Educativo: As Casas Familiares Rurais de Educação e Orientação. In: Seminário Internacional Sobre Pedagogia da Alternância. Pedagogia da Alternância. Alternância e Desenvolvimento. Salvador, BA: SIMFR/VITAE/UNEFAB. 1999. p.39-48.

GIMONET, Jean-Claude. Praticar e compreender a pedagogia da alternância dos CEFFAs. Petópolis, RJ: Vozes, Paris: AIMFR – Associação Internacional dos Movimentos Familiares e de Formação Rural, 2007.

GRAMSCI, Antônio. Os intelectuais e a Organização da Cultura. 3.ed Trad. Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.

LESSA, S. Mundo dos homens. Trabalho e ser social. São Paulo: Boitempo, 2002.

MARIRRODRIGA, Roberto Garcia; CALVÓ, Pedro Puig. Formación em alternancia y desarrollo local: el movimiento educativo de los CEFFA em el mundo. Argentina: Colección AIDEFA, 2007.

MARX, K. O capital. V. I, tomo 1. São Paulo: Abril Cultural, 1983.

MARX, K. O Capital. V. 1, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2008.

SAVIANI, Dermeval; LOMBARDI, José Claudinei; SANFELICE, José Luis (orgs). Capitalismo, trabalho e educação. Campinas: autores associados, 2002. (coleção educação contemporânea).

SAVIANI, Dermeval. O trabalho como principio educativo frente às novas tecnologias. 1998. Acesso em: http://forumeja.org.br/go/files/demerval%20saviani.pdf, dia 10 de maio de 2011.

SILVA, L. H., As experiências de formação de jovens do campo – Alternância ou Alternâncias? Viçosa: UFV, 2003.

SOARES, Solange Toldo; TRINDADE, Jussara das Graças. O trabalho como princípio educativo e sua dupla dimensão no capitalismo. 2007. Acesso em: http://www.slideshare.net/solangesoares/o-trabalho-como-princpio-educativo-e-sua-dupla-

dimenso, dia 10 de maio de 2011.

SOUZA, João Valdir Alves de. Pedagogia da Alternância: uma alternativa consistente de escolarização rural? Disponível em: http://www.anped.org.br/reunioes/31ra/1trabalho/GT14-4500--Int.pdf. acesso dia 22 de junho de 2011.

TANTON, Christian. Alternância e Parceria: Família e Meio Sócio-profissional. In: Seminário Internacional Sobre Pedagogia da Alternância. Pedagogia da Alternância. Alternância e Desenvolvimento. Salvador, BA: SIMFR/VITAE/UNEFAB. 1999.p.98-103.

TRINDADE, Glademir Alves. O trabalho e a pedagogia da alternância na casa familiar de Pato Branco – PR. 2010. 138 p. Dissertação (Mestrado em Educação) – programa de Pós Graduação em Educação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2010.

TUMOLO, Paulo Sergio. O trabalho na forma social do capital e o trabalho como princípio educativo: uma articulação possível? Educ. Soc., Campinas, vol. 26, n. 90, p. 239-265, Jan./Abr. 2005

TUMOLO, Paulo Sergio; COAN, Marival. A categoria trabalho nos textos didáticos utilizados para o ensino de sociologia no ensino médio. 2008. Acesso dia 31 de maio de 201no site: http://www.uel.br/grupo-estudo/gaes/pages/arquivos/GT3%20Artigo%20Heloiza%20Vianna%20Categoria%20Trabalho.pdf.

TUMOLO, Paulo Sergio. Trabalho, estranhamento e exploração capitalista: dos Manuscritos econômico-filosóficos em direção ao Capital de Marx. In: ALVES, G.; BATISTA, R. L., GONZALEZ, J. L. C. (orgs.). Trabalho e educação: contradições do capitalismo global.1 ed. Maringá : Praxis, v.1, p. 146-161, 2006.

Downloads

Como Citar

PALARO, R.; BERNARTT, M. de L. O trabalho como principio educativo e como principio de alienação: possibilidades e limites da pedagogia da alternância. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 12, n. 46, p. 293–308, 2012. DOI: 10.20396/rho.v12i46.8640087. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640087. Acesso em: 29 jun. 2022.

Edição

Seção

Artigos