Os intelectuais e a revolução

Autores

  • Francisco Máuri de Carvalho Freitas Universidade Federal do Espírito Santo

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v12i45.8640144

Palavras-chave:

Contradição. Falso intelectual. Educação política. Trabalho alienado. Comunismo

Resumo

O tema do presente artigo, de permanente atualidade, notadamente por abordar a relação entre o intelectual e a revolução como método histórico incontornável de demolição da dominação do capital sobre o trabalho, ou seja, da burguesia sobre o proletariado. A base de estruturação do pensamento sobre os intelectuais, assim como a teoria da revolução, não está localizada nos homens e mulheres pensados, imaginados ou idealizados; mas homens e mulheres reais a partir de seu processo de vida real, o desenvolvimento do modo de produção da existência. Neste sentido, tive o cuidado de não cair na ilusão de conceber o real como resultado do pensamento. Para além do senso comum, o intelectual é produto histórico da sociedade despedaçada, testemunha que interiorizou esse despedaçamento. Enfim, o intelectual é o tipo de pessoa que se mete no que não é de sua conta e contesta o conjunto das verdades recebidas, e das condutas que nelas se inspiram, em nome de uma concepção global do homem e da sociedade. Por outro lado, compreendida como o protesto violento do homem trabalhador contra a desumanização de sua vida, a revolução ao dissolver a velha sociedade, é a alma política que ao derrotar o poder existente dissolve as velhas relações de produção e sem ela não é possível realizar o socialismo. A apologia da revolução ocorrendo por meios pacíficos é política e historicamente um engodo para a classe operária, em outras palavras representa o véu místico atrás do qual se esconde a vontade de usufruto de todos os hipócritas, a desculpa que mascara a torpeza das ignomínias do capitalismo e fonte de numerosos desregramentos da sociedade contemporânea.

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Biografia do Autor

Francisco Máuri de Carvalho Freitas, Universidade Federal do Espírito Santo

Professor Associado III da Universidade Federal do Espírito Santo. Áreas de interesses: Filosofia e História da Educação e do Judô, Marxismo, Leninismo, Sindicalismo.

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Publicado

2012-06-09

Como Citar

FREITAS, F. M. de C. Os intelectuais e a revolução. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 12, n. 45, p. 174–199, 2012. DOI: 10.20396/rho.v12i45.8640144. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640144. Acesso em: 18 jan. 2022.

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