Ideologia e memória social: a concreticidade das representações

Autores

  • Roney Gusmão Carmo Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v14i57.8640421

Palavras-chave:

Memória. Ideologia. Representações sociais

Resumo

Na presente abordagem, memória social é compreendida como representação do passado, ou seja, trata-se de significados construídos socialmente que, pelo viés social, foram arrastados no decorrer da história. Evidentemente, tais representações foram construídas sob determinadas condições concretas e, como tal, carregam - no decorrer de uma história em curso – componentes ideológicos elaborados em total vinculação dialética à concreticidade das relações sociais. Logo, para compreender a prática social de homens e mulheres históricos, é imprescindível considerar o mundo de significados socialmente e historicamente construídos.

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Biografia do Autor

Roney Gusmão Carmo, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Possui licenciatura em Geografia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia; especialização em Educação, Cultura e Memória; Mestrado em Memória: Linguagem e Sociedade e cursa Doutorado em Memória: Linguagem e Sociedade pela mesma universidade. É docente titular da Faculdade de Tecnologia e Ciências e servidor público estadual. Também participa do grupo de estudo História, Trabalho e Educação e A Educação não-Escolar pelo Museu Pedagógico/UESB, atuando principalmente nos seguintes temas: memória, cultura, trabalho, escola.

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Publicado

2014-11-22

Como Citar

CARMO, R. G. Ideologia e memória social: a concreticidade das representações. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 14, n. 57, p. 366–377, 2014. DOI: 10.20396/rho.v14i57.8640421. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640421. Acesso em: 19 out. 2021.

Edição

Seção

Artigos