O desencanto da política e o totalitarismo em Hannah Arendt: percepções do golpe de 1964

Autores

  • Ana Paula de Castro Sousa Universidade Federal de Uberlândia
  • Jeovandir Campos do Prado Universidade Federal de Uberlândia
  • Antonio Bosco de Lima Universidade Federal de Uberlândia

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v14i56.8640440

Palavras-chave:

Poder. Política. Golpe de 1964. Individualismo. Liberdade

Resumo

Estabelecer uma relação entre o golpe militar e o período da ditadura que vigorou no Brasil entre 1964 e 1984 e as tese de Arendt é o objeto central desde trabalho, destacando-se o poder político, as ideias de totalitarismo, de individualismo e de liberdade. Condensa-se neste trabalho o postulado que o golpe de 1964 caminhou paralelamente com a perspectiva de individualização, de uma sociedade para o mercado, afastada do social-coletivismo, agregada a um modelo de liberdade vigiada, contrária à essencialidade de liberdade presente no pensamento de Arendt.

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Biografia do Autor

Ana Paula de Castro Sousa, Universidade Federal de Uberlândia

Graduada em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Participa do Grupo de Pesquisa Estado, Democracia e Educação – GPEDE.

Jeovandir Campos do Prado, Universidade Federal de Uberlândia

Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Doutorando em Educação. Grupo de Pesquisa Estado, Democracia e Educação–GPEDE.

Antonio Bosco de Lima, Universidade Federal de Uberlândia

Docente na UFU. Líder do Grupo de Pesquisa Estado, Democracia e Educação–GPEDE. Pesquisador CNPq e FAPEMIG.

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Como Citar

SOUSA, A. P. de C.; PRADO, J. C. do; LIMA, A. B. de. O desencanto da política e o totalitarismo em Hannah Arendt: percepções do golpe de 1964. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 14, n. 56, p. 142–152, 2014. DOI: 10.20396/rho.v14i56.8640440. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640440. Acesso em: 8 dez. 2021.

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