Currículo e autonomia na escola portuguesa: uma análise crítica da centralização nos ensinos básico e secundário

Autores

  • José Augusto Pacheco Universidade do Minho
  • Micaela Marques Universidade do Minho

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v15i62.8640490

Palavras-chave:

Políticas educativas em Portugal. Ensinos básico e secundário

Resumo

Pretende-se com este artigo focar as políticas educativas em Portugal, relativas aos ensinos básico e secundário, a partir da globalização e analisar de modo crítico as mudanças acontecidas na escola e no currículo. Constata-se que o movimento global da educação acentua a noção de escola como organização produtiva e contribui para formas de governação curricular centradas em testes, de acordo com procedimentos que são reforçados pela avaliação externa, incluindo a avaliação institucional e a avaliação das aprendizagens.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

José Augusto Pacheco, Universidade do Minho

Professor do quadro da Universidade da Universidade do Minho

Micaela Marques, Universidade do Minho

Universidade do Minho

Referências

AZEVEDO, Joaquim. Sistema educativo mundial. Ensaio sobre a regulação transnacional da educação. V.N. Gaia: Fundação Manuel Leão, 2007.

BERNSTEIN, Basil. Vertical and horizontal discourse. British Journal of Sociology of Education, 20 (2), 157-173, 1999.

BIESTA, Gert. Para além da aprendizagem. Educação democrática para um futuro humano. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

CAETANO, Ana Paula, RODRIGUES, Ângela; ESTEVES, Manuela. As ciências da educação na obra de Maria Teresa Estrela. Lisboa: Educa, 2015.

CRSE. Documentos Preparatórios. Lisboa: Ministério da Educação, Vol. I, 1997.

CRSE. Proposta global de reforma. Relatório final. Lisboa: Ministério da Educação, 1998.

FREITAS, Luís C. Os reformadores empresariais da educação: da desmoralização do magistério à destruição do sistema público de educação. Educação & Sociedade, 33 (119), p. 379-404, 2012.

GAVE. Relatório – Um olhar sobre os exames nacionais. Lisboa: Ministério da Educação, 2010. Acedido novembro, 24, 2013, em http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=24&fileName=Report_2009.pdf

GAVE . Projeto Testes Intermédios – Relatório 2012. Lisboa: Ministério da Educação e Ciência, 2013. Acedido novembro, 24, 2013, em http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=24&fileName=Relatorio_TI_2012.pdf

GRINNEL, Smith; RABIN, Colette. Modern education: a tragedy of the commons. Journal of Curriculum Studies, 45 (6), p. 748-767, 2013.

GUISBOND, Lisa, NEILL, Monty; SCHAEFFER, Bob. A década de progresso educativo perdida sobre a NCLB: que lições tirar deste fracasso político? Educação & Sociedade, 33 (119), p. 405-430, p. 2012.

HARGREAVES, Andy; FULLAN, Michael. Professional capital. Transforming teaching every school. London: Routledge, p. 2012-

HARGREAVES, Andy; FINK, Dean. Liderança sustentável. Porto: Porto Editora, 2007

HORKHEIMER, Max O eclipse da razão. Lisboa: Antígona, 2015[1944].

HUEBNER, Dwayne. The tasks of the curricular theorist. In W. Pinar (Ed.), Curriculum theorizing. The reconceptualist (p. 250-270). Berkeley: McCuctchan Publihing Company, 1975.

HYPOLITO, Álvaro; IVO, Andresa. Políticas curriculares e sistemas de avaliação. Efeitos sobre o currículo. Revista E-Curriculum, 11, p. 376-392, 2013.

LEITE, Carlinda. Projeto contextualizar o saber para a melhoria dos resultados dos alunos (Policopiado). Porto: Universidade do Porto, 2014

LIMA, Licínio. Administração escolar: estudos. Porto: Porto Editora, 2011.

LEMOS PIRES, Eurico. Memória da construção de uma lei. Jornal Rumos, no 12, p. 10-11, 1996.

LIPOVETSKY, Gilles; SERROY, Jean. A cultura-mundo. Resposta a uma sociedade desorientada. Lisboa: Edições 70, 2010.

LOMBARDI, José C. Globalização, pós-modernidade e educação (2a ed). Campinas: Autores Associados, 2003.

LOPES, Alice C.; MACEDO. Teorias do currículo. São Paulo: Cortez Editora, 2011.

MAROY, Christian. Towards post-bureaucratic modes of governance. IN: G. STEINER-KHAMSI; F. WALDOW (Eds.), World yearbook of education 2012. Policy borrowing and lending in education (p. 62-93). London: Routledge, 2012.

MARSHALL, Toby. New teachers need acess to powerfull educational knowledge. British Journal of Educational Studies, 62 (3), p.265-279, 2014

MORGAN, John. Michael Young and the politics of the school curriculum. British Journal of Educational Studies, 63 (1), p. 1-18, 2014.

NILLBERGH, Ilmi. The problema of competence and alternatives from the Sandinavian perpectives of Bildung. Journal of Curriculum Studies, 47 (3), p. 334-354, 2015.

PACHECO, José A. Políticas curriculares. Referenciais para análise. São Paulo: Cortez Editora, 2003.

PACHECO, José A.. Currículo: teoria e práxis (3a ed.). Porto: Porto Editora, 2006.

PACHECO, José A. Discursos e lugares das competências em contextos de educação e formação. Porto: Porto Editora, 2011.

PACHECO, José A. Educação, formação e conhecimento. Porto: porto Editora, 2014a.

PACHECO, José A. Políticas de avaliação e qualidade da educação. Uma análise crítica no contexto da avaliação externa de escolas, em Portugal. Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior, 19 (92), p. 363-371 [http://dx.doi.org/10.1590/S1414-40772014000200005], 2014b.

PACHECO, José A. (Org.). Avaliação externa de escolas: quadro teórico-conceptual. Porto: Porto Editora, 2014.

PACHECO, José A. ; MARQUES, Micaela. Governamentalidade curricular: ação dos professores em contextos de avaliação externa. IN: M. R. Oliveira (Org.), Professor: formação, saberes e problemas (p. 105-135). Porto: Porto Editora, 2014.

PARAÍSO, Marlucy A. Pesquisas sobre currículos e culturas. Curitiba: Editora CRV., 2010.

PINAR, W. O que é a teoria do currículo? Porto: Porto Editora, 2007.

PINAR, William (Org). International handbook of curriculum research (2a ed.). New York: Routledge, 2014.

POPKEWITZ, Thomas. PISA: números, conduta de normalização e a alquimias das disciplinas escolares. IN: A. FAVACHO; J. A. PACHECO; S. SALES (Org.), Currículo, conhecimento e avaliação: divergências e tensões (p. 89-108). Curitiba: Editora CRV, 2014.

RITZER, George. The globalization of nothing 2. London: Sage Publications, 2007.

ROLDÃO, Maria do Céu. Gestão do currículo e avaliação de competências. Lisboa: Editorial Presença, 2003.

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Editora Record, 2008.

SCHILDKAMP, Kim; TEDDLIE, Charles- School performance feedback systems in the USA and in the Netherlands: a comparison. Educational Research and Evaluation, 14 (3), p. 255-282, 2008

STEINER-KHAMSI, Gita. Understanding policy borrowing and lending. Building comparative policy studies. IN: G. STEINER-KHAMSI; F. WALDOW (Eds.), World yearbook of education 2012. Policy borrowing and lending in education (p. 5-17). London: Routledge, 2012.

STOLLER, Aaron (2015). Taylorism and the logic of learning outcomes. Journal of Curriculum Studies, 47 (3), p. 317-333, 2015.

TADEU DA SILVA, Tomaz; MOREIRA, António F. Territórios contestados. O currículo e os novos mapas políticos e culturais (3a ed.). Petrópolis: Editora Vozes, 1999.

TAUBMAN, Peter. Teaching by numbers. Deconstructing the discourse of standards and accountability in education. London: Routledge, 2009.

TEODORO, António. Globalização e educação. Políticas educacionais e novos modos de governação. Porto: Edições Afrontamento, 2003.

TYLER, Ralph. Basic principles of curriculum and instruction. Chicago: University of Chicago Press, 1949.

WILLBERGH, Ilmi. The problems of competence and alternatives from de Scandinavian perspective of bildung. Journal of Curriculum Studies, 47 (3), 334-354, 2015

YOUNG, Michael F. Conhecimento e currículo. Porto: Porto Editora, 2010.

Downloads

Como Citar

PACHECO, J. A.; MARQUES, M. Currículo e autonomia na escola portuguesa: uma análise crítica da centralização nos ensinos básico e secundário. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 15, n. 62, p. 4–17, 2015. DOI: 10.20396/rho.v15i62.8640490. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640490. Acesso em: 29 nov. 2021.

Edição

Seção

Artigos