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Grupo Padre Luiz Gonzaga - Bragança-PA: arquivos, método e fontes da história da educação da Amazônia, no século XX
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Palavras-chave

Instituições Escolares. Fontes Históricas. Grupo Escolar Padre Luiz Gonzaga

Como Citar

ROSÁRIO, M. J. A. do; MELO, C. N. de. Grupo Padre Luiz Gonzaga - Bragança-PA: arquivos, método e fontes da história da educação da Amazônia, no século XX. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 15, n. 62, p. 18–31, 2015. DOI: 10.20396/rho.v15i62.8640491. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640491. Acesso em: 5 mar. 2024.

Resumo

O trabalho objetiva apresentar análise das primeiras fontes históricas sobre o Grupo Escolar Padre Luiz Gonzaga, de Bragança - PA. Pautou - se em dois propósitos, recuperação e disponibilização da história e memória dessa instituição escolar, de formação do povo bragantino, no Século XX e contribuição ao registro de fontes históricas das instituições escolares da Região Amazônica. A metodologia constituiu-se do levantamento e análise de fontes históricas documentais, orais e iconográficas. Na análise procurou - se discutir o conceito e a importância de método do trabalho com fontes históricas, articulando o conhecimento mais geral sobre a formação educacional paraense e brasileira, fazendo-se aproximações de como foram forjadas as propostas educacionais no contexto bragantino por meio do grupo. A primeira etapa dedicou-se aos documentos escritos, Projeto Político Pedagógico e cadernetas escolares e a iconografia composta de retratos com os quais pode – se compor as primeiras cenas da educação do grupo. Em seguida ouviu-se a segunda diretora, a segunda secretária e as professoras da primeira geração e segunda geração. A análise aponta o grupo como instrumento de articulação da proposta de expansão da educação primária nos anos de 1960, já que sua criação, em 1962, atendia a reivindicação da nova população da cidade, composta de agricultores e pescadores dos campos, das praias e colônias que empurrados para os arrabaldes da cidade, exigiam do poder público, escola para seus filhos. A escola também era tida como modelo pedagógico em que prevaleciam o respeito e a disciplina; o amor à pátria incutido pelo cântico do Hino Nacional; a preocupação em não deixar criança sem estudar, por meio do famoso “jeito”; a influência da igreja católica; pela catequese de responsabilidade da paróquia, cujo ápice era realização da primeira comunhão; a distribuição de merenda escolar, inicialmente proveniente das Cáritas Brasileira e mais tarde por doações de pessoas do bairro e; a indumentária das professoras, blusa branca e saia preta, professoras do Padre Luiz, orgulhosas da profissão’. A análise permite afirmar, os arquivos e fontes, apontam no grupo, vestígios de uma educação que acompanhou as mudanças ocorridas na sociedade brasileira e bragantina, às vezes sem se dar conta, ‘passamos do ensino velho (lei 4.024/61) para o ensino novo (lei 5.692/72), sem muitos traumas, foi tudo normal, como mandava a SEDUC’ e o retrato de uma das instituições escolares, do Século XX, mais importantes de formação, do povo bragantino, paraense e, por conseguinte, da Amazônia.

https://doi.org/10.20396/rho.v15i62.8640491
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