Acumulação flexível: do local ao global, do obsoleto ao moderno

Autores

  • Roney Gusmão Carmo Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v15i61.8640524

Palavras-chave:

Acumulação flexível. Desigualdade. Dialética. Capitalismo

Resumo

As mudanças sinalizadas pela acumulação flexível impactaram diversas esferas da sociedade em diferentes lócus ao redor do mundo. Embora o capitalismo flexível tenha uma conotação basicamente econômica, sua atuação atingiu a subjetividade dos sujeitos, reorganizou os espaços urbanos e impôs novas condições que atingiram radicalmente a relação dialética entre o “local” e o “global”. De todo modo, falar de acumulação flexível, é falar de uma etapa histórica do capitalismo, o que implica em considerar as novas estratégias de perpetuação do capital num contexto de transitoriedade política e social.

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Biografia do Autor

Roney Gusmão Carmo, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Possui licenciatura em Geografia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia; especialização em Educação, Cultura e Memória; Mestrado em Memória: Linguagem e Sociedade e cursa Doutorado em Memória: Linguagem e Sociedade pela mesma universidade. É docente titular da Faculdade de Tecnologia e Ciências e servidor público estadual. Também participa do grupo de estudo História, Trabalho e Educação e A Educação não-Escolar pelo Museu Pedagógico/UESB, atuando principalmente nos seguintes temas: memória, cultura, trabalho, escola.

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Publicado

2015-07-21

Como Citar

CARMO, R. G. Acumulação flexível: do local ao global, do obsoleto ao moderno. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 15, n. 61, p. 219–236, 2015. DOI: 10.20396/rho.v15i61.8640524. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640524. Acesso em: 19 out. 2021.

Edição

Seção

Artigos