O sertão de Patativa do Assaré. A infância e a oralidade na poesia inspirada na formação e cultura do sertanejo (1956 – 1978)

Autores

  • Hernany Donato de Moura Faculdades Integradas de Sergipe – FISE.

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v15i63.8641181

Palavras-chave:

Patativa do Assaré. Poéticas orais. Processo formador. Infância. Sertão

Resumo

O presente artigo se apropria da poética de Antônio Gonçalves da Silva, Patativa do Assaré, uma das grandes referências das poéticas orais, para mostrar o potencial educativo contido na voz de seu canto. A análise consolida a experiência de leitura desta poética sob a luz dos Estudos Culturais e teorias da educação, afim de proporcionar o reconhecimento lúdico e pedagógico dos gêneros orais presentes no sertão nordestino.  Foram selecionadas duas obras de Patativa, “Inspiração Nordestina” (1999) cuja primeira edição é de1956 e “Cante lá que eu canto cá” (2002) lançado em 1978. Em ambas as obras foram selecionadas poesias que tratam da infância, da educação e dos duros golpes que a vida nordestina desfere na criança sem poupar sua pouca idade. Com a mesma intenção de explorar as potencialidades do processo formador da poesia de Patativa, foram selecionadas poesias que evidenciam seu modo oralizado e cantado como meio pedagógico de mostrar ao leitor dotado de escrita a cultura do sertanejo e, ao mesmo tempo, instruí-lo a partir de sua própria realidade.

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Biografia do Autor

Hernany Donato de Moura, Faculdades Integradas de Sergipe – FISE.

Mestre em Letras pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federalde Sergipe (2011). Professor das Faculdades Integradas de Sergipe – FISE.

Referências

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Como Citar

MOURA, H. D. de. O sertão de Patativa do Assaré. A infância e a oralidade na poesia inspirada na formação e cultura do sertanejo (1956 – 1978). Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 15, n. 63, p. 243–258, 2015. DOI: 10.20396/rho.v15i63.8641181. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8641181. Acesso em: 17 out. 2021.

Edição

Seção

Artigos