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O marxismo historicista na formação de professores de Educação de Jovens e Adultos (EJA)
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Palavras-chave

Formação de Professores. Pedagogia Histórico-Crítica. Educação de Jovens
Adultos e Idosos

Como Citar

VILLELA, Fabio Fernandes. O marxismo historicista na formação de professores de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 15, n. 64, p. 62–75, 2015. DOI: 10.20396/rho.v15i64.8641928. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8641928. Acesso em: 17 jun. 2024.

Resumo

A formação de professores, na perspectiva do marxismo historicista, foi abordada em diversos trabalhos ao longo de nossa trajetória acadêmica (Villela, 2009; 2010-2012 e 2013-2015). No sentido de aprofundar a questão da formação de professores, analisaremos, neste texto, as possibilidades de superação da divisão do trabalho na escola através do trabalho coletivo, elemento fundamental para a organização do trabalho pedagógico e da didática. Para tal finalidade, abordaremos alguns elementos da formação dos bolsistas do Programa Unesp de Educação de Jovens e Adultos (Peja) de São José do Rio Preto (SP), em 2013-2014, que têm como perspectiva a didática para a pedagogia histórico-crítica desenvolvida por Gasparin (2013) e elaborada a partir de Saviani (1999), com vistas a discutir as inter-relações entre a crítica à divisão do trabalho na escola e à inteligência coletiva, tendo como cenário os usos das novas tecnologias aplicadas à educação. Ao elaboramos a crítica à divisão do trabalho na escola, emerge a temática da gestão democrática na escola, especialmente na Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJA).


https://doi.org/10.20396/rho.v15i64.8641928
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