Circo, educação e continuidade: a criação da escola nacional e a formação do artista no Brasil entre 1975-1984

Autores

  • Gláucia Andreza Kronbauer Universidade Estadual do Centro-Oeste
  • Maria Isabel de Moura Nascimento Universidade Estadual de Ponta-Grossa

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v17i2.8650407

Palavras-chave:

Circo. História da educação. Educação. Trabalho. Continuidade. Ditadura Militar no Brasil.

Resumo

O circo é um espetáculo que congrega sob a lona, em um picadeiro circular, diversas manifestações artísticas produzidas pela humanidade ao longo de sua história. Sua organização tem na família elemento central, na itinerância um modo de vida, e na criança a garantia de sobrevivência. Durante a história das mulheres, homens e crianças circenses no Brasil, os distintos modos de fazer circo eram transmitidos de geração para geração no seio familiar, em processos de continuidade. Em certo contexto, no entanto, começaram a surgir instituições escolares específicas para a formação de artistas, como é o caso da Escola Nacional de Circo (ENC). De caráter estatal e primeira do tipo na América Latina, foi inaugurada no dia 13 de maio de 1982, no Rio de Janeiro. O objetivo deste trabalho foi analisar as transformações nos modos de vida no circo e, consequentemente, nos processos educativos do artista que condicionaram a criação da Escola Nacional de Circo na década de 1980.

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Biografia do Autor

Gláucia Andreza Kronbauer, Universidade Estadual do Centro-Oeste

Doutora em Educação. Docente do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO).

Maria Isabel de Moura Nascimento, Universidade Estadual de Ponta-Grossa

Doutora em Educação. Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Ponta-Grossa (UEPG).

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Publicado

2017-10-20

Como Citar

KRONBAUER, G. A.; NASCIMENTO, M. I. de M. Circo, educação e continuidade: a criação da escola nacional e a formação do artista no Brasil entre 1975-1984. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 17, n. 2, p. 578–604, 2017. DOI: 10.20396/rho.v17i2.8650407. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8650407. Acesso em: 29 nov. 2021.

Edição

Seção

Artigos