Banner Portal
A ideologia do empreendedorismo e da inovação nas universidades públicas brasileiras na fase do capital financeiro / monopolista
PDF

Palavras-chave

Educação superior. Produção científica. Ciência e inovação.

Como Citar

RAMOS JUNIOR, Armenes de Jesus; TURMENA, Leandro; NUNES, Sidemar Presotto; ANDRADE, Zinara Marcet de. A ideologia do empreendedorismo e da inovação nas universidades públicas brasileiras na fase do capital financeiro / monopolista. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 18, n. 4, p. 1109–1129, 2018. DOI: 10.20396/rho.v18i4.8652034. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8652034. Acesso em: 15 jul. 2024.

Resumo

Analisa-se a ideologia do empreendedorismo de forma a compreender as consequências da apropriação dessa noção do “acadêmico-empreendedor”, na tentativa de imitar o padrão norte-americano e europeu de pesquisa e desenvolvimento. No atual contexto do domínio do capital financeiro, a pesquisa e o desenvolvimento são realizados quase que totalmente nos países-sede das empresas imperialistas, resultando que os investimentos por parte destas empresas são muito baixos nos países semicoloniais, como é o caso do Brasil. Os resultados perversos deste modelo são notados até mesmo nos países centrais do capitalismo. Assim, sob o manto da ideologia da inovação e de uma pesquisa supostamente engajada, o “acadêmico-empreendedor” passa a orientar sua atividade profissional pela máxima captação de recursos de fontes privadas e o patenteamento de pequenos inventos, na tentativa de se viabilizar enquanto pesquisador ou “extensionista-empreendedor”, no contexto da expansão da educação superior no Brasil.

https://doi.org/10.20396/rho.v18i4.8652034
PDF

Referências

BENAYON, A. Globalização versus desenvolvimento. São Paulo: Saraiva, 2005.

BOTTOMORE, T. Dicionário do pensamento marxista. 2. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2012.

BRASIL. Estratégia Nacional prevê R$ 74,6 bilhões até 2015. Em Discussão. Brasília, setembro de 2012a. Disponível em: http://www.senado.gov.br/NOTICIAS/JORNAL/EMDISCUSSAO/upload/201203%20%AD%20setembro/ed12_imgs/ed12_p33_info.jpg. Acesso em: 06 ago. 2015.

BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Censo da Educação Superior. Brasília, DF: MEC, 2016.

BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Censo da educação superior – resumo técnico. Brasília, 2012b.

BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Resumo Técnico. 2015. Disponível em: http://portal.inep.gov.br/web/censo-da-educacao-superior/resumos-tecnicos. Acesso: 03 out. 2013.

BRASIL. Lei 10.793, de 2 de dezembro de 2004. Dispõe sobre à inovação e à pesquisa cientifica e tecnológica no ambiente produtivo e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.973.htm. Acesso em: 17 abr. 2018.

BRASIL. Lei 11.196 de 21 de novembro de 2005. Institui o regime especial de tributação para a Plataforma de Exportação de Serviços de Tecnologia da Informação – REPES, o Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras – RECAP e o Programa de Inclusão Digital; dispõe sobre incentivos fiscais para a inovação tecnológica; altera o Decreto-Lei nº 2888, de 28 de fevereiro de 1967, o Decreto-Lei nº 70.235, de 6 de março de 1972, o Decreto-Lei n° 2.287, de 23 de julho de 1986, as Leis n°s 4.502 de 30 de novembro de 1964, 8.212 de 24 de julho de 1991, [n°] 8.245 de 18 de outubro de 1991, [nº] 8.666 de 21 de junho de 1993, [nº] 8.981 de 20 de janeiro de 1995, [nº] 8.987 de 13 de fevereiro de 1995, [nº] 8.989 de 24 de fevereiro de 1995, [n°] 9.249 de 26 de dezembro de 1995, [nº] 9.250 de 26 dezembro de 1995, [n°] 9.311, de outubro de 1996, [n°] 9.317 de 5 de dezembro de 1996, [n°] 9.430 de dezembro de 1996, [n°] 9.718 de 27 de novembro de 1998, [n°] 10.336, de 19 de dezembro de 2001, [nº] 10.437, de 26 de abril de 2002, [n°] 10.485, de 3 de julho de 2002, [n°] 10.637 de 30 de dezembro de 2002, [n°] 10.735, de 3 de novembro de 2003, [n°] 10.833, de 29 de dezembro de 2003, [n°] 10.865 de 30 de abril de 2004, [n°] 10.925, de 23 de julho de 2004, [n°] 10.931, de 2 de agosto de 2004, [n°] 11.033, de 21 de dezembro de 2004, [n°] 11.051, de 29 de dezembro de 2004, [n°] 11.053, de 29 de dezembro de 2004, [n°] 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, [n°] 11.129, de 28 de junho de 2005, e a Medida Provisória nº 2.199-14 de 24 de agosto de 2001; revogada a Lei n° 8.661, de 2 de junho e 1993, e dispositivos das Leis N°S 8.668 de 25 de junho de 1993, [nº] 8.981 de 20 de janeiro de 1995, [nº] 10.637 de 30 de dezembro de 2002, [nº] 10.755 de 3 de novembro de 2003, [nº] 10.865 de 30 de abril de 2004, [n°] 10.931, de 2 de agosto de 2004, e da Medida Provisória n° 2.158-35, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11196.htm. Acesso em: 17 abr. 2018.

CASTILHOS, C. C. Inovação. In: CATTANI, A. D.; HOLZMANN, L. (Org.). Trabalho e tecnologia: dicionário crítico. Petrópolis: Vozes; Porto Alegre: Ed. Universidade, 1997. 292 p.

CHAUÍ, M. Ideologia e educação. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 42, n. 1, p. 245-257, jan./mar. 2016.

CORREA, M. B. Tecnologia. In: In: CATTANI, A. D.; HOLZMANN, L. (Org.). Trabalho e tecnologia: dicionário crítico. Petrópolis: Vozes; Porto Alegre: Ed. Universidade, 1997. 292 p.

EVANGELISTA, O. Publicar ou morrer. In: BIANCHETTI, L.; MACHADO, A. M. N. (Org.). A Bússola do escrever: desafios e estratégias na orientação de teses e dissertações. Florianópolis: Ed. da UFSC; São Paulo: Cortez, 2002.

FILARDI, A. M. B.; PADIM, D. F. Políticas públicas de expansão do ensino superior federal no Brasil no contexto da mundialização do capital. In: Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n. 61, p. 403-415, mar. 2015. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640536. Acesso em: 08 ago. 2018.

GENTILI, P. Educar para o desemprego: a desintegração da promessa integradora. In: FRIGOTTO, G. (Org.). Educação e crise do trabalho: perspectivas de final de século. 4 ed. Petrópolis: Vozes, 1998. p. 76-92.

HOPER Consultoria e Estudos de Mercado. Análise setorial da educação superior privado. 9. ed. Brasil, 2016. Encarte. Disponível em: http://sys.hoper.com.br/webinar/Encarte_Estudos%20de%20Mercado.pdf. Acesso em: 5 maio 2017.

HYPE SCIENCE. Estranho mapa do mundo baseado na produção científica. 2015. Disponível em: http://hypescience.com/mapa-mundo-ciencia-producao-cientifica/. Acesso em: 05 ago. 2015.

KOSIK, K. Dialética do concreto. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.

LENIN, V. Imperialismo, estágio superior do capitalismo. São Paulo: Expressão Popular, 2012.

LIMA, L. C. “A melhor ciência”: o acadêmico-empreendedor e a produção de conhecimento economicamente relevante. In: CATANI, A. M.; OLIVEIRA, L. F. de. (Org.). Educação superior e produção de conhecimento: utilitarismo, internacionalização e novo contrato social. Campinas: Mercado d as Letras, 2015.

LONDRES, F.; ALMEIDA, P. Impacto do controle corporativo no setor de sementes sobre agricultores familiares e sistemas alternativos de distribuição: estudo de caso do Brasil. Rio de Janeiro: Fase, 2009. Disponível em: http://aspta.org.br/wp-content/uploads/2011/05/Estudo-Sementes-ASPTA-WoW-AA-2009-FINAL.pdf. Acesso em: 08 ago. 2015.

MARTÍN MARTÍN, V. O. El papel del campesinato en la transformación del mundo actual. Valencia: Baladre, 2007.

MARX, K. O capital: crítica da economia política. 17. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999. Livro 1, v. 1 e 2.

MARX, K. Teorias da mais-valia: história crítica do pensamento econômico (Livro IV de O capital). São Paulo: Civilização Brasileira, 1980. v. 1.

MIRANDA, P. R. FIES e PROUNI na expansão da educação superior: quanto vale o conhecimento no Brasil? 2017. 286 f. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-graduação em Educação, Universidade Estadual de Maringá, Maringá, 2017.

NEVES, L. M. W.; PRONKO, M. A. O mercado do conhecimento e o conhecimento para o mercado: da formação para o trabalho complexo no Brasil contemporâneo. Rio de Janeiro: EPSJV, 2008.

NUNES, S. P. Imperialismo, questão agrária e luta de classes no campo. In: 5° Seminário Nacional das Licenciaturas em Educação do Campo – Caderno de Estudos. Laranjeiras do Sul, PR, 2015.

SGUISSARDI, V.; SILVA JUNIOR, J. dos. R. Trabalho intensificado nas federais: pós-graduação e produtivismo acadêmico. São Paulo: Xamã, 2009.

TSE-TUNG, M. Notas del presidente Mao sobre capitalismo burocrático. 2. ed. Lima: Ediciones Alborada, 2008.

TURMENA, L.; AZEVEDO, M. L. N. de. A expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica: os Institutos Federais em questão. Revista Diálogo Educacional, Curitiba, v. 17, n. 54, p. 1067-1084, jul./set. 2017.

TURMENA, L. O público, o privado e o Estado sob a lógica do capital: a expansão do ensino superior no Sudoeste do Paraná. 2009. 149 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual de Ponta Grossa , Paraná, 2009.

TURMENA, L. Redes e meandros da relação entre o público e o privado no processo de “federalização” do centro universitário católico do sudoeste do paraná – UNICS: a arte de cair em pé. 296 f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Estadual de Maringá, Maringá, 2016.

UNGER, M. O Brasil é um protetorado americano. Disponível em: http://www.conversaafiada.com.br/tv-afiada/2015/07/30/mangabeira-o-brasil-e-um-protetorado-americano/. Acesso em: 07 ago. 2015.

VITALLI, S.; GLATTFELDER, J.; BATTISTON, S. The Network of global corporate control. Plos/One, Oct. 2011. Disponível em: http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0025995. Acesso em: 08 ago. 2015.

WOOD JUNIOR, T. Universidades ou Fábricas. Revista Carta Capital. 2015. Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/revista/850/universidades-ou-fabricas-253.html. Acesso em: 15 jun. 2015.

Revista HISTEDBR On-line utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

Downloads

Não há dados estatísticos.