Banner Portal
O golpe de 2016, as fragilidades da democracia liberal brasileira e o papel da educação
Créditos da imagem: Pixabay
PDF

Palavras-chave

Democracia liberal
Golpe de 2016
Pedagogia histórico-crítica

Como Citar

HERMIDA, J. F.; LIRA, J. de S. O golpe de 2016, as fragilidades da democracia liberal brasileira e o papel da educação. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 22, n. 00, p. e022016, 2022. DOI: 10.20396/rho.v22i00.8666398. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8666398. Acesso em: 27 fev. 2024.

Resumo

O artigo apresenta uma análise das causas pelas quais a democracia liberal – instituída no Brasil após vinte anos de ditadura militar – vem sendo desconstruída desde a concretização do Golpe jurídico-midiático-parlamentar de 2016. Fundamentado no materialismo histórico e dialético e na pedagogia histórico-crítica, traz uma caracterização da dinâmica democrática, das formas de fazer política pós-Golpe de 2016 e dos modelos de Estado e democracia na realidade brasileira. Também ressalta o protagonismo que a educação exerce nos processos de formação de cidadãos críticos e compromissados com a mudança social. O artigo conclui que, historicamente, a cultura democrática sempre foi mal assimilada pelas classes dominantes no Brasil. Nesse contexto, a educação precisa ser concebida, definitivamente, como uma modalidade primordial da prática social global para a garantia da posse do saber objetivo produzido historicamente pela sociedade. Quando trabalhada sob perspectivas críticas, a educação torna-se ainda mais essencial para a formação de mulheres e homens críticos, criativos e comprometidos com princípios e valores solidários, inclusivos e democráticos.

https://doi.org/10.20396/rho.v22i00.8666398
PDF

Referências

“O POVO é soberano, se quiser a volta de Lula, paciência. Acho difícil”, diz Mourão. Folha de S. Paulo, São Paulo, 10 mar. 2021. Disponível em: https://bit.ly/3qUNBRC. Acesso em: 09 jul. 2021.

BOBBIO, N. O futuro da democracia. São Paulo: Paz e Terra, 2011.

BOITO JUNIOR. A. Reforma e crise política no Brasil. Campinas: Unicamp: Unesp, 2018.

BRASIL. [Constituição (2015)]. Constituição da República Federativa do Brasil. Atualizada e ampliada. São Paulo: Saraiva, 2015.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei n° 9.394, de 20.12.1996. Câmara dos Deputados. Brasília: 2011.

BRASIL. Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971. Fixa Diretrizes e Bases para o ensino de 1° e 2º graus, e dá outras providências. Diário Oficial da União. Seção 1, 12 Ago 1971, Página 6377 (Publicação Original).

CASTELLS, M. Ruptura: a crise da democracia liberal. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.

CASTRO, C.; MARQUES, A. (Org.). Missão Haití. Rio de Janeiro: FGV, 2019.

CASTRO, C.; MARQUES, A. Los comandantes militares brasileños de la misión en Haití. Otros diálogos, n. 10, ene. de 2020. Disponível em: https://bit.ly/3qVQG41. Acesso em: 03 jul. 2021.

COLARES, M. L. I. S.; FONSECA, A. D.; COLARES, A. A. A educação no processo de transformação social: refletindo sobre a prática docente. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 21, p. 1-15, 2021. DOI: 10.20396/rho.v21i00.8660256. Disponível em: https://bityli.com/AnnXO. Acesso em: 01 nov. 2021.

DA SILVA, F. C. T. General sem alma Pazuello gerou crise que poderia ter dado a Bolso-naro “seu exército”. Folha de S. Paulo, São Paulo, 30 jun. 2021. Disponível em: https://bit.ly/3AGNgFH. Acesso em: 04 jul. 2021.

DEFESA e comandantes reagem a fala de Aziz na CPI e dizem que Forças Armadas não aceitarão 'ataque leviano'. Folha de S. Paulo, São Paulo, 07 jul. 2021. Disponível em: https://bit.ly/35occpT Acesso em: 09 jul. 2021.

FAORO, R. Os donos do poder. Rio de Janeiro: Globo, 2001.

FERNANDES, F. Apontamentos sobre a teoria do autoritarismo. São Paulo: Expressão Popular, 2019.

FERNANDES, F. O desafio educacional. São Paulo: Expressão Popular, 2020.

FREYRE, G. Casa grade & senzala. São Paulo: Global, 2003.

FRIGOTTO, G. Entrevista. In: HERMIDA, J. F.; LIRA, J. de S. A educação e o avanço da nova (ou extrema?) direita no Brasil: entrevista com Gaudêncio Frigotto. Roteiro, v. 45, p. 1-15, 9 jun. 2020.

FURTADO, C. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Nacional, 2005.

FURTADO, C. O subdesenvolvimento revisitado. Economia e Sociedade, Campinas, SP, v. 1, n. 1, p. 5–19, 2016. Disponível em: https://bityli.com/YOwkP. Acesso em: 11 ser. 2021.

HERMIDA, J. F.; LIRA, J. de S. Estado e Neoliberalismo no Brasil (1995-2018). Cader-nos de Pesquisa: Pensamento Educacional, Curitiba, v. 13, n. 35, p. 38-63. Set./dez. 2018. Disponíve em: https://bityli.com/bMxjQ. Acesso em: 11 set. 2021.

HERMIDA, J. F.; LIRA, J. de S. O Programa Escola Livre em Alagoas, a crise de acumu-lação do capital e o fortalecimento da direita política brasileira. Revista Exitus, [S. l.], v. 8, n. 1, p. 141-170, 2017. DOI: 10.24065/2237-9460.2018v8n1ID393. Disponível em: https://bityli.com/NQtNo. Acesso em: 21 out. 2021.

HERMIDA, J. F.; LIRA, J. de S. Quando fundamentalismo religioso e mercado se encon-tram: as bases históricas, econômicas e políticas da escola sem partido. Roteiro, [S. l.], v. 45, p. 1–32, 2020. DOI: 10.18593/r.v45i0.23216. Disponível em: https://bityli.com/TEHrxI. Acesso em: 11 set. 2021.

LEVITSKY, S.; ZIBLATT, D. Como as democracias morrem. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.

LIRA, J. de S. O neoliberalismo na educação pública alagoana durante o governo Teotonio Vilela (2007- 2014). 2016. 344 f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa, 2016.

LOCKE, J. Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 1999.

MÉSZÁROS, I. Amontanha que devemos conquistar. Boitempo: 2015.

MIGUEL, L. F. A democracia na encruzilhada. In: SINGER, A. et al. (org.). Por que gri-tamos golpe? São Paulo: Boitempo, 2016.

MONEDERO, J. C. ¿Posdemocracia? Frente al pesimismo de la nostalgia, el optimismo de la desobediencia. Nueva Sociedad, Buenos Aires, n. 240, p. 68-86, jul./ago. 2012. Disponível em: https://bityli.com/UNnBY. Acesso em: 18 set. 2021.

NÃO TEMOS inteção de proteger a ninguém à margem da lei. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 9 jun. 2021. Seção Brasil. Disponível em: https://glo.bo/3nUepzA. Acesso em: 17 jul. 2021.

NICOLAU, J. Prefácio. In: LEVITSKY, S.; ZIBLATT, D. Como as democracias mor-rem. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.

SAMPAIO JUNIOR, P. de A. Crônica de uma crise anunciada. São Paulo: SG-Amarante, 2017.

SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica, quadragésimo ano. Campinas: Autores Asso-ciados, 2019.

SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica. 11. ed. Campinas: Autores Associados, 2013.

SAVIANI, D.; DUARTE, N. (org.). Pedagogia histórico-crítica e luta de clases na edu-cação escolar. Campinas: Autores Associados, 2012.

SINGER, A. et al. Por que gritamos golpe? São Paulo: Boitempo, 2016.

SINGER, A. O lulismo em crise. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

SINGER, A. Os sentidos do lulismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

SOUZA, J. A radiografia do golpe. Rio de Janeiro: Le Ya, 2016.

TAVARES, M. da C. Subdesenvolvimento, dominação e luta de classes. In: SOUSA, C. M.; THEIS, I. M.; BARBOSA, J. L. A. (org.). Celso Furtado: a esperança militante (interpretações) - Vol. 1. Campina Grande: EDUEPB, 2020.

VIGNA, A. Brasil, uma democracia militarizada. Le Monde Diplomathique Brasil, ano 14, n. 167, p. 16-17, 2021.

Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

Copyright (c) 2022 Revista HISTEDBR On-line

Downloads

Não há dados estatísticos.