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  • Chamada de dossiê: Novas, antigas, outras institucionalidades

    2021-09-24

    Estruturas de saber. Estruturas de poder. Modos estético-políticos de organização. Autoridades temporárias. Exercícios de revisão histórica. Operações de adaptação discursiva. Pluralidade de formatos, escalas, agentes, narrativas. Materialidades experimentais. Vínculos interdependentes. Novas, antigas, outras institucionalidades. O dossiê temático desta edição da Revista Modos tem como foco entender de que forma e sob que circunstâncias as configurações institucionais têm respondido às demandas das proposições artísticas e dos agentes do sistema da arte; também, de que maneiras tais agentes têm pensado e abordado as instituições e os modos de institucionalidade da arte desde suas práticas; e, ainda, como as diferentes formas de existir em sociedade têm provocado outras institucionalidades na arte. Redes que se formam, afetam e são tensionadas mutuamente, ora a partir de orientações tradicionais, muitas delas replicando modelos coloniais, ora a partir de exercícios contrapedagógicos, inventando outras formas de coexistir.

    Prazo de submissão: 31 de outubro de 2021. 

    Organizadoras: Bruna Fetter (Universidade Federal do Rio Grande do Sul); Mônica Hoff (Universidade do Estado de Santa Catarina).

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  • Chamada para dossiê - Independência ou Morte! tradições e modernidades

    2021-09-24

    Tomando como ponto de partida as diferentes narrativas sobre a efeméride do bicentenário da Independência do Brasil (1822), em conexão com outros marcos históricos relacionados ao longo do tempo, como por exemplo os debates em torno da Semana de Arte Moderna, em 1922, este dossiê busca recepcionar artigos que manejem diferentes histórias conectadas e cruzadas, em distintas escalas de leitura temporal e espacial, acerca da tradição e da modernidade no Brasil. Assunto prolixo, porém inesgotável, o evento histórico é tratado aqui como uma janela para a compreensão das relações entre passado e presente no campo da arte. Para isso, este número da revista Modos pretende incorporar questionamentos sobre a produção artística, crítica e historiográfica dedicada às artes visuais e suas correlações com a polissemia da Independência, os inúmeros modos de ver e diversas práticas de olhar, assimetrias, centros e periferias da arte. Desde a pintura histórica às intervenções contemporâneas, passando pelos tópicos de produção e circulação de imagens, lugares de exibição de obras, acervos e coleções, nosso interesse recai sobre a reflexão das múltiplas narrativas que moldam como percebemos, interpretamos e divulgamos o campo artístico e o objeto de arte em torno dessa efeméride pátria, entre imagens, memórias e ocultamentos.

    Prazo de submissão: 31 de março de 2022

    Organizadores: Aldrin Moura de Figueiredo (Universidade Federal do Pará); Paulo Knauss (Universidade Federal Fluminense). 

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  • Chamada para dossiê: Repensando as conexões de arte e ecologia

    2021-09-24

    Em agosto de 1978, o crítico de arte Pierre Restany viveu por 32 dias em um barco no meio da floresta amazônica junto com os artistas Frans Krajcberg e Sepp Baendereck. Ao atravessar a fronteira brasileira, ele declarou que a Amazônia constituía o último reservatório natural do planeta, o refúgio total da natureza. Baseado no texto resultante dessa experiência,  “O Manifesto Rio Negro do Naturalismo Integral”, o crítico e os artistas deram uma série de palestras no Brasil e Europa, nas quais propuseram a floresta como um modelo intelectual, que poderia desafiar a separação entre o urbano e o natural. Para Restany, a revelação da “natureza total” no ecossistema do Rio Negro possibilitou uma nova percepção da arte, livre das dinâmicas do mercado de arte e da sociedade de consumo. Essa nova visão teria o potencial de gerar uma conscientização planetária e modos alternativos para pensar sobre interdependência e conectividade.

    Essas ideias ecológicas, apesar de escritas pelo celebrado crítico francês, eram profundamente enraizadas em debates que aconteciam no interior da América Latina, nos quais se estava reexaminando noções de natureza, práticas indígenas e enfoques antropológicos na arte como uma maneira de definir e produzir uma arte local. Nos anos 1970, para teóricos e artistas como Mário Pedrosa e Nicolás Uriburu, o pensamento ecológico representava um meio para obter simultaneamente conexões globais e inter-latino americanas, no período que testemunhou o triunfo internacional da Land Art e uma crescente consciência ecológica. O manifesto de Restany, portanto, não servia apenas como um indicador dos debates locais. O texto revela, a um só tempo, questões artísticas globais e preocupações ecológicas locais em uma era de rápida devastação ecológica, especialmente na América Latina. Recentemente, preocupações com o aquecimento global, a destruição da Amazônia em escala inédita, os sucessivos desastres ecológicos no Brasil e no mundo, as novas articulações de direitos indígenas, entre outros problemas, colocaram novamente a ecologia no centro dos debates artísticos.

    Esse dossiê pretende repensar as relações entre arte e ecologia a partir da perspectiva latino-americana e do Sul Global. Como Jorge Marcone colocou em sua palestra “Jungle Fever: The Ecology of Disillusion in Spanish American Literature” (2007), a noção de ecologia na América Latina está intimamente ligada à mitigação dos danos causados pelo colonialismo, incluindo a preservação de modos de vida tradicionais e a reconexão com sistemas de crença reprimidos pela modernização. Esta perspectiva ecológica depende do que Marcone denomina environmental awareness (conscientização ambiental): a recusa de um conhecimento pré concebido que não dialoga com o mundo em sua diversidade e alteridade. Queremos que essa edição expanda o entendimento sobre como práticas e pensamentos artísticos podem gerar esse diálogo, a partir da perspectiva do Sul Global, que compõe o cinturão tropical e subtropical. Para tal, serão aceitos artigos de diversas disciplinas que desenvolvam temas relacionando arte e natureza, como, por exemplo:

    • Ecologias situadas
    • Arte como um modelo para reimaginar a natureza / A natureza como um modelo para reimaginar a arte
    • Práticas artísticas indígenas e afro-ameríndias que considerem a relação entre agentes humanos e não-humanos
    • O estudo da representação da natureza e da paisagem em arquivos, repertórios, e tradições das artes visuais
    • O estudo da arte contemporânea que envolva sustentabilidade e resistência a mudanças ambientais
    • Ecossistemas naturais e culturais
    • O impacto da arte no pensamento ecológico atual

    Prazo de submissão: 31 de julho de 2022.

    Organizadoras: Vera Beatriz Siqueira (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e Camila Maroja (California State University).

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