A voz do silêncio na arte de Edward Hopper
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Palavras-chave

Edward Hopper
modernidade
arte
silêncio
fantasmas.

Como Citar

FLORES, Maria Bernardete Ramos. A voz do silêncio na arte de Edward Hopper: Ou a modernidade desencantada. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 1, n. 2, p. 29–46, 2017. DOI: 10.24978/mod.v1i2.757. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8662314. Acesso em: 14 abr. 2024.

Resumo

Edward Hopper criou formas onde reinam o vazio e o silêncio para expressar ícones da topologia da vida moderna norte-americana (hotel, cafeteria, bar, vagão de trem, estrada, teatro, cinema, salas de espera). São imagens reconhecíveis, porém cheias de fantasmas. As paisagens rurais evocam a nostalgia pela “idade de ouro”; as paisagens urbanas são melancólicas e iluminadas por uma luz estranha. Incluído entre os descontentes da modernidade, sua arte encontra-se sob o signo do Spiritus phantasmaticus, que ilumina artistas, poetas e pensadores de temperamento saturnino, inclinados a esquecer das horas e dos dias, postos a refletir sobre o mistério da realidade cotidiana.
https://doi.org/10.24978/mod.v1i2.757
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