O minotauro tranquilo

Rubens e o diálogo com a antiguidade e outras tradições

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24978/mod.v4i2.4571

Palavras-chave:

Minotauro. Rubens. Iconografia. Mito. Releitura.

Resumo

Este artigo apresenta reflexões acerca do esboço Dédalo e o Minotauro, concebido por Peter Paul Rubens, em 1636, para uma série encomendada pelo rei espanhol Felipe IV. Nesta obra, ao representar um Minotauro mais humano, numa situação peculiar, o pintor dialoga com uma longa tradição, que vai da antiguidade clássica ao século XVII, da qual ele tanto se aproxima quanto se afasta. Para tanto, tomamos como balizadores a literatura e a iconografia antiga sobre o mito do monstro de Creta, bem como as representações posteriores, que diferem da forma canônica. Consideramos igualmente os estudos acerca da série executada para o rei e sobre o referido esboço, especialmente em Díez-Platas (2005) e Alpers (1971).

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Biografia do Autor

Daniella Amaral Tavares, Universidade Federal da Bahia

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Católica do Salvador (UCSal), Mestre e Doutora em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Professora da Pós Graduação em Mitologia comparada do Instituto Junguiano da Bahia (IJBA).

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Publicado

2020-05-25

Como Citar

TAVARES, D. A. O minotauro tranquilo: Rubens e o diálogo com a antiguidade e outras tradições. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 4, n. 2, p. 232–248, 2020. DOI: 10.24978/mod.v4i2.4571. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8662840. Acesso em: 9 fev. 2023.

Edição

Seção

Dossiê - A arte antiga no tempo presente