Ensaio Visual. Zonas de Ressaca

Autores

  • Simone Cortezão - Instituto Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.24978/mod.v3i1.4080

Resumo

A sede era forte, na boca restavam os grãos de poeira vinda com o forte movimento dos caminhões. Sobre o bebedouro da antessala, alguns gráficos dos horários das partidas dos navios e fotos de trabalhadores sorridentes e equipados. Agora, os navios transitam dia e noite entre os oceanos. Apesar da capacidade de carregar toneladas, os imensos navios são por vezes imperceptíveis. A escavação silenciosa dos subsolos avança, com um fino pó incandescente solto ao vento. As sobras das montanhas e cidades são deixadas para trás, em uma espécie de conjunto de fronteiras - cidade, ruínas, indústria, matas produtivas, barragem, máquinas e cava. Como uma zona de ressaca, o que resta são os estilhaços de um lugar após ser arrombado, que carrega os lapsos e as sobras improdutivas.

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Publicado

2019-01-18

Como Citar

CORTEZÃO - INSTITUTO FEDERAL DE MINAS GERAIS, S. Ensaio Visual. Zonas de Ressaca. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 3, n. 1, p. 69–89, 2019. DOI: 10.24978/mod.v3i1.4080. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8662931. Acesso em: 6 dez. 2022.

Edição

Seção

Dossiê - A Emergência da imagem crítica