/des/aparecer: histórias de imagens, fantasmas e espelhos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24978/mod.v3i1.3768

Palavras-chave:

Desaparecidos, fotografia, memória, identidade, imagem.

Resumo

Tomando como eixo a instalação Identidad, exposta em Buenos Aires em 1998, pensaremos as imagens como fantasmas em permanente aparição e desaparição. A instalação, idealizada pelo Centro Cultural Recoleta em parceria com as Abuelas de Plaza de Mayo, foi uma das estratégias para trazer à luz um evento obscuro da era ditatorial: o roubo de filhos de desaparecidos. Entre retratos e espelhos, vemos o aparecer e o desaparecer dos corpos – corpos presentes, ausentes, esperados. O espelho guarda a possibilidade latente de refletir o rosto do filho perdido, também o nosso próprio rosto, como se cada espectador pudesse ser, ele mesmo, aquilo que se busca. Se os velhos retratos nos afirmam o passado, o espelho evoca o presente – o nosso corpo presente – e o dever moral de jamais nos esquecermos.

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Biografia do Autor

Carolina Junqueira dos Santos, Universidade de São Paulo

Doutora em Artes (UFMG). Pós-doutoranda em Antropologia (USP). Bolsista FAPESP.

Referências

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Publicado

2019-01-18

Como Citar

JUNQUEIRA DOS SANTOS, C. /des/aparecer: histórias de imagens, fantasmas e espelhos. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 3, n. 1, p. 145–161, 2019. DOI: 10.24978/mod.v3i1.3768. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8662934. Acesso em: 6 dez. 2022.

Edição

Seção

Dossiê - A Emergência da imagem crítica