Instituições Experimentais de Arte na Europa nos anos noventa e dois mil

Contextualização, conflitos e inspiração

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24978/mod.v3i3.3879

Palavras-chave:

Instituições Experimentais. Crítica Institucional. Instituições de Crítica. Museus de Arte. Centros de Arte.

Resumo

Este artigo propõe uma contextualização acerca de propostas realizadas em museus e centros de arte, a partir dos anos 1990, principalmente no âmbito europeu, para promover programas experimentais dentro de seus contextos institucionais. Tais propostas surgem em decorrência de ou como resposta a acontecimentos como: a gradual transformação das estruturas museológicas tradicionais em direção à possibilidade de emergência de novos modelos; a internalização das propostas de duas gerações de artistas engajados com a Crítica Institucional, que levaram à constituição de Instituições de Crítica; o surgimento da figura do curador independente; a reação dessas instituições diante da crescente influência do capitalismo globalizado e corporativo sobre a dinâmica das instituições de arte. É abordado, como exemplo de instituição experimental, o caso do basis voor actuele kunst (BAK). Observa-se, ainda, como muitas dessas experiências sofreram alterações como cortes orçamentários, mudanças de direcionamento político e substituição de diretores, o que levou diversos autores a indagar acerca da possibilidade de continuidade dessas experimentações institucionais.

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Biografia do Autor

Nicole Palucci Marziale, Universidade de São Paulo

Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo. Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Culturais da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo. Especialista em História da Arte pela Belas Artes – São Paulo. 

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Publicado

2019-09-29

Como Citar

MARZIALE, N. P. Instituições Experimentais de Arte na Europa nos anos noventa e dois mil: Contextualização, conflitos e inspiração . MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 3, n. 3, p. 24–43, 2019. DOI: 10.24978/mod.v3i3.3879. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8663195. Acesso em: 8 ago. 2022.

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