Mover-se em direção a um (possível) estado da arte das exposições contemporâneas lá e cá

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24978/mod.v2i1.810

Palavras-chave:

Estudos expositivos, topos expositivo contemporâneo, arte contemporânea.

Resumo

O artigo é um resumo expandido da tese ‘Teoria (provisória) das exposições contemporâneas’. Concentrando-se em estudos expositivos, especificamente em proposições curatoriais e artísticas que questionam o topos expositivo contemporâneo, o recorte temporal está em exposições experienciadas ocorridas no período 2012-2016, em contextos geográficos distintos. Aqui, pautando-se pela pergunta: ‘o que é uma exposição contemporânea?’ debate-se, em perspectiva, o lugar de apresentação pública da arte hoje.  

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Biografia do Autor

Michelle Farias Sommer, Universidade Federal do Rio de Janeiro; Escola de Artes Visuais do Parque Lage

Pós-doutoranda em Linguagens Visuais na EBA/PPGAV/UFRJ (2017). É doutora em História, Teoria e Crítica de Arte pelo PPGAV/UFRGS (2012-2016), com estágio doutoral junto à University of the Arts London / Central Saint Martins (2015) na área de estudos expositivos, com bolsas CNPQ e CAPES, respectivamente. É mestre em Planejamento Urbano e Regional pelo PROPUR/UFRGS (2003-2005) na área de cidade, cultura e política e arquiteta e urbanista pela PUCRS (1997-2002). É autora do livro 'Práticas Contemporâneas do Mover-se' (2015), resultante de premiação pública Rumos Itaú Cultural 2013-2014 e 'Territorialidade Negra: a herança africana em Porto Alegre, uma abordagem sócio-espacial' (2011), resultante de premiação pública Fumproarte. Integra o corpo docente na Escola de Artes Visuais Parque Lage / RJ e é co-curadora, juntamente com Gabriel Pérez-Barreiro, da exposição 'Mário Pedrosa: de la naturaleza afectiva de la forma', atualmente em ocorrência no Museu Reina Sofia / Madri, de abril à outubro de 2017. Contribui regularmente para publicações nacionais e internacionais e realização de projetos de artes visuais em diversos formatos. Atua no ensino, pesquisa, crítica e curadoria de artes visuais.

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Publicado

2018-01-15

Como Citar

SOMMER, M. F. Mover-se em direção a um (possível) estado da arte das exposições contemporâneas lá e cá. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 2, n. 1, p. 133–150, 2018. DOI: 10.24978/mod.v2i1.810. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8663357. Acesso em: 2 dez. 2022.

Edição

Seção

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