Heitor dos Prazeres

a imensa riqueza interna e a instauração da arte

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/modos.v5i1.8664022

Palavras-chave:

Heitor dos Prazeres, Territorialidade, Primitivo, Modernidade, Colonialismo

Resumo

O texto tem como objetivo levantar as condições de produção da obra pictórica de Heitor dos Prazeres, na condição de artista instaurador de territorialidade simbólica, e fazer a crítica do pensamento colonial, que requer qualidade universal ocidental das obras, identificando Prazeres como descendente de africanos escravizados, portanto, “primitivo”.

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Biografia do Autor

Sheila Cabo Geraldo, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Doutora em História pela Universidade Federal Fluminense. Pós-doutorado na Universidade Complutense de Madrid e na Universidade Estadual de Campinas. Pesquisadora e docente no PPGArts pela Universidade do Estado do Rio de janeiro e no DTHA pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

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Publicado

2021-01-30

Como Citar

GERALDO, S. C. Heitor dos Prazeres: a imensa riqueza interna e a instauração da arte. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 5, n. 1, p. 54–73, 2021. DOI: 10.20396/modos.v5i1.8664022. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8664022. Acesso em: 26 nov. 2022.

Edição

Seção

Artigos - Colaborações