O ardente, mágico e popular barroco brasileiro

curadoria e arte colonial

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/modos.v6i3.8670987

Palavras-chave:

Curadoria de exposições, Emanoel Araújo, Barroco, Museu afro Brasil, Arte popular

Resumo

O presente artigo investiga a intepretação proposta por Emanoel Araújo para o fenômeno cultural do barroco na curadoria da exposição Barroco Ardente e Sincrético – Luso-Afro-Brasileiro, no Museu Afro Brasil, entre agosto de 2017 e março do ano seguinte. Busca-se compreender como a exposição apresenta o barroco e se relaciona com os temas da arte e da cultura popular. Para tanto, procuramos apresentar as premissas básicas de constituição da mostra, os atravessamentos expológicos e a dinâmica temporal que ela buscou apresentar. Nessa direção, avaliaremos sua relação com outras mostras curadas por Araújo e que antecederam algumas das escolhas operadas para a interpretação da arte colonial brasileira.

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Biografia do Autor

Emerson Dionisio Gomes de Oliveira, Universidade de Brasília

Docente e pesquisador do Departamento de Artes Visuais, no Programa de Pós-graduação em Artes Visuais e no Programa de Ciência da Informação da Universidade de Brasília. Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. 

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Publicado

2022-09-12

Como Citar

OLIVEIRA, E. D. G. de. O ardente, mágico e popular barroco brasileiro: curadoria e arte colonial . MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 6, n. 3, p. 151–185, 2022. DOI: 10.20396/modos.v6i3.8670987. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8670987. Acesso em: 10 dez. 2022.

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