O uso de instrumentos cognitivos para pesquisa na educação infantil

limites e possibilidades no contexto brasileiro

Autores

Palavras-chave:

Monitoramento, Educação infantil, Avaliação, Alfabetização

Resumo

O artigo discute a adaptação do instrumento Perfomance Indicator for Primary Schools (iPIPS) para uso em pesquisa no contexto brasileiro com crianças entre 4 e 7 anos. Debate a necessidade de construir medidas diagnósticas (linha de base) para avaliar o impacto das políticas da educação infantil. Desconhecer como as crianças se desenvolvem ao longo dos primeiros anos da escola pode prejudicar mais fortemente os alunos em situação de vulnerabilidade e potencialmente aumentar a desigualdade educacional. Os dados utilizados são do pré-teste do iPIPS realizado em 2016 como instrumento para medir linguagem e matemática com 560 crianças em três cidades brasileiras. Os resultados preliminares sugerem que o comportamento dos itens ocorreu da forma esperada, indicando adequação teórica. A escala do teste é adequada para medir o aprendizado o conhecimento de crianças entre 4 e 7 anos.

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Biografia do Autor

Tiago Lisboa Bartholo, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Christine Merrell, Universidade de Durham

  

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Publicado

2020-08-10

Como Citar

BARTHOLO, T. L.; KOSLINSKI, M. C. .; COSTA, M. da .; TYMMS, P.; MERRELL, C. .; BARCELLOS, T. M. O uso de instrumentos cognitivos para pesquisa na educação infantil: limites e possibilidades no contexto brasileiro. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 31, p. e20180036, 2020. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8664288. Acesso em: 25 set. 2021.

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