AS memórias do imemorável por uma educação contra o esquecimento e a barbárie

Autores

Palavras-chave:

Memórias, Totalitarismo, Violências de gênero

Resumo

Este artigo tem como foco as memórias como aparecimento social e resistência ao apagamento e ao sufocamento do luto compulsórios. As análises voltam-se para narrativas que, reservadas as suas diferenças e singularidades, trazem vidas e histórias cujas barbáries, ao aparecerem na vida política do presente, emergem como modos de escavar a história e a vida em sua perspectiva totalitária e desenvolvimentista. Essas narrativas são: memórias da ditadura e do exílio, que resistem ao apagamento social, trazendo à cena pública a experiência do luto; e memórias de infâncias dissidentes à heteronormatividade e marcadas por violências alinhadas a essa norma, cuja escritura faz aparecer socialmente o que não pode existir.

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Biografia do Autor

Marcelo Santana Ferreira, Universidade Federal Fluminense

Pós-Doutorado pela Universidade Federal do Espírito Santo. Professor associado da Universidade Federal Fluminense.

 

Raquel Gonçalves Salgado, Universidade Federal de Rondonópolis

Pós-Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal Fluminense. Professora Associada da Universidade Federal de Rondonópolis.

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Publicado

2020-08-10

Como Citar

FERREIRA, M. S. .; SALGADO, R. G. . AS memórias do imemorável por uma educação contra o esquecimento e a barbárie. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 31, p. e20190093, 2020. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8664296. Acesso em: 25 set. 2021.

Edição

Seção

Artigos