A teoria merleau-pontyana da linguagem e a biblioterapia

Autores

  • Clarice Fortkamp Caldin

DOI:

https://doi.org/10.20396/rdbci.v8i2.1932

Palavras-chave:

Teoria Merleau-Pontyana da linguagem, Fala falante, Biblioterapia, Leitura terapêutica

Resumo

O artigo expõe o problema da linguagem, com abordagem fenomenológica, como foi tratado por Husserl e por Merleau-Ponty. Husserl considerou a linguagem um objeto do pensamento, essência de uma gramática universal. Merleau-Ponty defendeu a linguagem como meio por excelência de comunicação, cujos signos refletem a cultura e as palavras possuem corporeidade. A teoria merleau-pontyana da expressão admite duas linguagens: a fala falada e a fala falante. A linguagem falada é o conjunto das significações de uma língua; a linguagem falante é transfiguração dessas significações. É da fala falante, produtora de significados, que se ocupa a biblioterapia. Relata-se um Programa de Leitura Terapêutica desenvolvido em uma escola da rede pública estadual no interior da Ilha de Santa Catarina. Tal Programa contemplou leitura, narração e dramatização de textos ficcionais. Apostou no envolvimento dos alunos com o lúdico e o poético e creditou à literatura possibilidades terapêuticas. O diálogo posterior à história (a experiência do outro), a socialização (descontração e alegria) e a retomada do texto (recriação) foram considerados exercícios terapêuticos. Concluiu-se que a biblioterapia é um tratamento alternativo e despretensioso em que a fala, na leitura, narração ou dramatização pode agir como uma terapêutica.

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Biografia do Autor

Clarice Fortkamp Caldin

Professora no Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina. Ministra aulas no Curso de Graduação em Biblioteconomia. Ministra aulas no Programa de Pós-Gradução em Ciência da Informação, linha de pesquisa Profissionais da informação.

Referências

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Publicado

2011-02-25

Como Citar

CALDIN, C. F. A teoria merleau-pontyana da linguagem e a biblioterapia. RDBCI: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, SP, v. 9, n. 1, p. 23–40, 2011. DOI: 10.20396/rdbci.v8i2.1932. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/1932. Acesso em: 8 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos