Banner Portal
Sistemas de bibliotecas: uma análise a partir de seus regimentos
PORTUGUES
INGLES
XML

Palavras-chave

Biblioteca universitária. Sistema. Administração de biblioteca.

Como Citar

FAQUETI, Marouva Fallgatter; DUTRA, Sigrid Weiss; ALVES, João Bosco da Mota; ROVER, Aires José. Sistemas de bibliotecas: uma análise a partir de seus regimentos. RDBCI: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, SP, v. 15, n. 3, p. 715–735, 2017. DOI: 10.20396/rdbci.v15i3.8646300. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/8646300. Acesso em: 23 maio. 2024.

Resumo

Bibliotecas de Instituições de Ensino Superior (IES), em sua grande maioria, estão organizadas estruturalmente como “Sistema de Bibliotecas” (SIBIs). Neste artigo apresenta-se reflexões sobre a visão sistêmica de SIBIs sustentando-se nos referenciais teóricos de Bertalanffy e de Maturana e Varela. Com o objetivo de analisar as semelhanças e diferenças entre estruturas organizacionais de SIBIs, dentro de uma abordagem qualitativa, realizou-se uma pesquisa documental composta de 15 regimentos de SIBIs (disponíveis na web) pertencentes a instituições de ensino que oferecem cursos de nível superior, abrangendo universidades federais, estaduais e institutos federais. Para tanto, utilizou-se os seguintes critérios de seleção: a) 33% de regimentos com data de aprovação anterior a 2000; b) 33% com aprovação entre 2001 e 2010; c) 33% com aprovação entre 2011 e 2016. Os resultados apontam que os sistemas mantêm uma organização estrutural verticalizada, porém, existem indicativos de uma tendência a estruturações em SIBIs com menor centralização de serviços e de poder decisório. Por fim, recomenda-se novos estudos que aprofundem a discussão, pois é mister que se busque o repensar de novas estruturas organizacionais que facilitem o desenvolvimento de uma gestão mais inovadora e criativa.

https://doi.org/10.20396/rdbci.v15i3.8646300
PORTUGUES
INGLES
XML

Referências

ALMEIDA, V. M. S. de. Os órgãos coordenadores e a gestão de sistemas de bibliotecas universitárias das instituições federais de ensino superior. 2013. 217 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Administração) – Programa de Mestrado Profissional em Administração, Faculdade de Estudos Administrativos de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2013.

ALVES, J. B. da M. Teoria Geral de Sistemas. Florianópolis: Instituto Stela, 2012.

ANDRADE, M. T. D. de et al. Mudanças e inovações: novo modelo de organização e gestão de biblioteca universitária. Ci. Inf., Brasília, v. 27, n. 3, set./dez. 1998.

BECKER, C. da R. F.; FAQUETI, M. F. Panorama das bibliotecas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica: um olhar sobre a gestão. Blumenau, Instituto Federal Catarinense, 2016.

BEER, S. Cibernética na administração: visão totalmente original de como organizar e administrar desde uma pequena empresa até um país. São Paulo: IBRASA, 1979.

BEM, R. M. de. Framework de Gestão do Conhecimento para bibliotecas universitárias. 2015. 344p. Tese (Doutorado em Engenharia e Gestão do Conhecimento) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.

BERTALANFFY, L. von. Teoria General de los Sistemas. México: FCE, c1969.

BRASIL. Presidência da República. Lei nº 5.540, de 28 de novembro de 1968. Fixa normas de organização e funcionamento do ensino superior e sua articulação com a escola média. Diário Oficial da União, Brasília, 29 nov. 1968.

CAMURÇA, T. A.; ARAÚJO, I. F.; MORAIS, S. M. P. de. A construção de um sistema integrado de bibliotecas no Instituto Federal do Ceará: motivação, dificuldade e expectativas. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA, DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 25., 2013, Florianópolis. Anais eletrônicos... Disponível em: http://portal.febab.org.br/anais/article/view/1464. Acesso em: 15 mar. 2014.

CARVALHO, C.; GOULART, S. Transformações de modelos organizacionais e poder nas bibliotecas universitárias brasileiras: o impacto da sociedade da informação. In: CONGRESSO LUSO-BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS, 8., 2004, Coimbra. Anais... Coimbra: Centro de Estudos Sociais, 2004. 10p.

CARVALHO, L. Informação e comunicação na administração das bibliotecas universitárias: entre as metáforas de Morgan e a visão de Luhmann. 2012. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS 2012. Anais... Gramado, RS, UFRGS, 2012.

CROSSAN, M. M.; LANE, H.W.; WHITE, R. E. An organizational learning framework: from intuition to institution. Academy of Management Review, v. 24, n. 3, p. 522-537, 1999.

CUNHA, M. B. da; CAVALCANTI, C. R. de O. Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia. Brasília: Briquet de Lemos Livros, 2008.

FERREIRA, L. S. Bibliotecas universitárias brasileiras: análise de estruturas centralizadas e descentralizadas. São Paulo: Pioneira, 1980.

GIL. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

HAMAR, A. A. Bibliotecas universitárias: análise da situação brasileira e sugestões. Trabalho apresentado ao 5º CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, Anais... São Paulo, 1967. 11p.

HOUAISS, A.; VILLAR, M. de S.; FRANCO, F. M. de M. (Eds.). Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009, p. 1190.

LIMA, E. A biblioteca no ensino superior. Brasília: CAPES/ABDF, 1978.

LUHMANN, N. Complejidad y modernidade: de la unidad a la diferencia. Madrid: Trotta, 1998. 257p.

MARTINS, M. G. de. Planejamento bibliotecário. São Paulo: Pioneira; Brasília, DF: INL, 1980. 166p. (Manuais de estudo)

MATURANA, R. H. Cognição, ciência e vida cotidiana. Belo Horizonte: UFMG, 2001.

MATURANA, R. H.; VARELA, F. J. A árvore do conhecimento: as bases biológicas do entendimento humano. 9. ed. São Paulo: Palas Athena, 2001.

MERCADANTE, L. M. Z. Análise de modelos organizacionais de bibliotecas universitárias nacionais. Brasília: PNBU, 1990.

MORIN, E. Introdução ao pensamento complexo. Porto Alegre: Sulina, 2006.

NAUMANN, U. Hochschul bibliotheks system eimVergleich. Universitätzu Berlin Sommersemester, 2007.

NUNES, M. S. C.; CARVALHO, K. As bibliotecas universitárias em perspectiva histórica: a caminho do desenvolvimento durável. Perspectivas em Ciência da Informação, v.21, n.1, p.173-193, jan./mar 2016.

OLIVEIRA, S. M. de. Gerenciamento organizacional de bibliotecas universitárias. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA,12, 2002. Anais.... Recife, 2002.

PRADO, N. S.; ABREU, J. de. Modelos de organização e gestão das bibliotecas universitárias do estado de Santa Catarina. Revista ACB, Florianópolis, v. 10, n. 1, p. 107-123, 2005.

RANGANATHAN, S. R. As cinco leis da Biblioteconomia. Brasília: Briquet de Lemos Livros, 2009.

RIZZI, I. R. F. As cinco leis da biblioteconomia no Brasil. In: LUCAS, E. R. de O.; CORRÊA, E. C. D.; EGGERT-STEINDEL, G. (Orgs.). As contribuições de Ranganathan para a Bibilioteconomia: reflexões e desafios. São Paulo: FEBAB, 2016. 222 p.

SALES, K. B. Modelo de sistema de gestão viável para bibliotecas do IFAM. 2015. 217f. Dissertação (Mestrado profissional em Gestão de Unidades de Informação) – Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação, Universidade do Estado de Santa Catarina, 2015.

SILVA, A. B. da. Gestão de sistemas de bibliotecas no desenvolvimento de serviços nas universidades federais brasileiras. 2015. 268 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Universidade Federal da Bahia, 2015.

TARAPANOFF, K. A biblioteca universitária vista como uma organização social. Estudos avançados em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Brasília: ABDF, v. 1, p. 73-92, 1982.

TARGINO, M. das G. Ranganathan continua em cena. Ci. Inf., Brasília, v. 39, n. 1, p. 122-124, Apr. 2010.

A Revista Digital de Biblitoeconomia e Ciência da Informação /  Digital Journal of Library and Information Science utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto, em que:

  • A publicação se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores;
  • Os originais não serão devolvidos aos autores;
  • Os autores mantêm os direitos totais sobre seus trabalhos publicados na Revista Digital de Biblitoeconomia e Ciência da Informação /  Digital Journal of Library and Information Science, ficando sua reimpressão total ou parcial, depósito ou republicação sujeita à indicação de primeira publicação na revista, por meio da licença CC-BY;
  • Deve ser consignada a fonte de publicação original;
  • As opiniões emitidas pelos autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.