Resumo
O artigo busca delinear a posição da Paidéia Grega na história da Educação e evidenciar a diferença existente entre a Paidéia Grega e a Paidéia Cristã. Mostra-se que a educação é o esforço consciente do conhecimento; que esta não é uma propriedade individual, mas pertence à comunidade que imprime seu caráter em cada um de seus membros; que toda educação, portanto, é resultado da consciência viva que rege uma comunidade humana, quer se trate: de uma família, de uma classe, de uma profissão, de um grupo étnico, de um Estado; e que o homem é a fonte de toda ação e de todo conhecimento. Destaca a concepção fundante da Paideia Cristã e sua original proposta de universalização da possibilidade de conhecer e de crer, posta para toda a humanidade. Define a Educação como processo de formação humana e importante ou destacada prática social.
Referências
FONSECA, Maria de Jesus. A Paidéia grega revisitada. Millenium, 1998.
GROSS, Renato. Fé cristã, conhecimento e educação: Paidéia ao alcance
de todos. Diálogo Educ., Curitiba, v. 6, n.19, p.141-156, set./dez. 2006.
JAEGER, Werner. Cristianismo primitivo e Paidéia grega. Tradução de Teresa Loureuri Perez. Lisboa: Edições 70, 1991.
JAEGER, Werner. Paidéia: a formação do homem grego. Tradução Artur M. Parreira; revisão do texto grego Gilson César Cardoso de Souza. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2013.
NUNES, César. A Paidéia cristã. In: NUNES, César. Educar para a emancipação. Florianópólis: Sophos, 2003. p. 79-82.
SILVA, R. G. A. da.; MELO, José Joaquim P.. A formação do homem ideal: o herói grego e o cristão. Seminário de Pesquisa. Programa de Pós-graduação em Educação. Universidade Estadual de Maringá, 2008.
O periódico Filosofia e Educaçãoutiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.