Banner Portal
Filosofia da educação não formal e complexidade na intervenção comunitária
PDF

Palavras-chave

Educação não formal
Epistemologia
Complexidade

Como Citar

SAAVEDRA, Inês; OLIVEIRA, Clara Costa. Filosofia da educação não formal e complexidade na intervenção comunitária. Filosofia e Educação, Campinas, SP, v. 11, n. 3, 2020. DOI: 10.20396/rfe.v11i3.8658377. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rfe/article/view/8658377. Acesso em: 14 abr. 2024.

Resumo

Os princípios emancipatórios da filosofia de educação atual, enquadrados no paradigma da complexidade e de educação ao longo da vida, incitou-nos a escrever este documento. O foco será a compreensão da vinculação a um paradigma e das suas consequências teóricas e metodológicas, demonstrando especificamente como tal se concretiza na investigação-ação enquadrada no paradigma da complexidade, teorizando em educação não formal e intervenção comunitária. Procuramos, assim, tecer um enquadramento que mostre como a investigação-ação e métodos associados se coadunam neste tipo de pesquisa e intervenção em filosofia de educação não formal.

https://doi.org/10.20396/rfe.v11i3.8658377
PDF

Referências

ALHADEFF-JONES, M. Revisiting Educational Research Through Morin’s Paradigm of Complexity. Complicity: An International Journal of Complexity and Education, v. 6, n. 1, p. 61-70, 2009.

ALHADEFF-JONES, M. Challenging the Limits of Critique in Education Through Morin’s Paradigm of Complexity. Studies in Philosophy and Education, v. 29, n. 5, p. 477-490, 2010.

ANDER-EGG, E. Repensando la investigación-acción participativa. Vitoria: Gobierno Vasco, 2003.

ANDER-EGG, E. Metodología y práctica de la animación sociocultural. Madrid: Editorial CCS, 2011.

ANDRADE, R. R. El liderazgo comunitário y su importancia em la intervención comunitaria. Psicología para América Latina, n. 25, p. 57-76, 2013.

ASSIS, S. G. et al. Apresentação e divulgação de resultados. In: MINAYO, M. C. S.; ASSIS, S. G.; SOUZA, E. R. Avaliação por Triangulação de métodos: Abordagem de Programas Sociais. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2005. p. 221-237.

BARROS, J. D. Sobre a noção de Paradigma e seu uso nas ciências humanas. Cadernos de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências Humanas, v. 11, n. 98, p. 426-444, 2010.

BATESON, G. Steps to an Ecology of Mind. Nova York: Ballantine Books, 1972.

BURBULES, N. Phronesis and complexity. Revista Usal, v. 32, n.1, p. 11-21, 2020.

CABEZAS, A. B. et al. Elementos conceptuales y procedimentales para la intervención orientadora en la comunidad. Revista Electrónica “Actualidades Investigativas em Educación”, v. 17, n. 1, p. 1- 26, 2017.

CAMOZZATO, V. C.; COSTA, M. V. A educação permanente e as impermanências na educação. Educar em Revista, v. Edição Especial, n. 1, p. 153-169, 2017.

CANÁRIO, R. Educação de Adultos: um Campo e uma Problemática. Lisboa: Educa, 1999.

CARR, W.; KEMMIS, S. Becoming Critical. Education, knowledge and action research. Londres: RoutledgeFarmer, 2004.

DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Mille Plateaux. Paris: Ed. Minuit, 1980.

DELORS, J. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez Editora, 1996.

DUPUY, J. P.; DUMOUCHEL, J. P. (Orgs.). L'Auto-organisation: de la Physique au Politique. Paris: Seuil, 1983.

ERASMIE, T. Introdução ao Trabalho de Investigação e Desenvolvimento em Educação de Adultos. Braga: Unidade de Educação de Adultos, Universidade do Minho, 1983.

FALS-BORDA, O. Some basic ingredients. In O. Fals-Borda, & M. A. Rahman, Action and Knowledge: Breaking the Monopoly with Participatory Action-Research. Londres: Apex Press, 1991.

FAURE, E. Aprender a ser. Madrid: Alianza Editorial, 1973.

FILHO, G. L. L. Popper, Kuhn e as Ciências Sociais. Saberes em perspectiva, v. 4, n. 10, p. 9-18, 2014.

FREIRE, P. A pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 2000.

GADOTTI, M. A questão da educação formal/não-formal. Droit à l’éducation: solution à tous les problèmes ou problème sans solution?, Sion (Suisse), 18 a 22 de outubro de 2005.

GADOTTI, M. Educação Popular e Educação ao Longo da Vida. In: NACIF, P. G. S.; QUEIROZ, A. C.; GOMES, L. M. (Coord.). Coletânea de textos CONFINTEA Brasil+6. Brasília: Ministério da Educação, 2016. p. 50-69.

GARCÍA, F. J. F.; CHICA, A. A.; VERDÚ, C. P.; FERNÁNDEZ, Ó. A. S. Investigación participativa: métodos y técnicas. Cuenca: PYDLOS ediciones, 2015.

GARCÍA, J. A. C.; SÁNCHEZ, M. G. Educación de Adultos. In: CARRASCO, J. G. Educación de Adultos. Barcelona: Editorial Ariel, 1997. p. 271-277.

GELPI, E. Identidades, conflictos y educación de adultos. Palma: Universitat de les Illes Balears y Diálogos, 1998.

GIRARD, R. Des choses cachées depuis la Fondation du Monde. Paris: Grasset, 1978.

GREENWOOD, D. J.; LEVIN, M. Introduction to Action Research. California: Sage Publications, 2007.

GUERRA, I. Fundamentos e processos de uma sociologia da ação: o planeamento em Ciências Sociais. Cascais: Principia, 2002.

HERNÁNDEZ-HERNÁNDEZ, F. Presentación: La perspectiva postcualitativa y la posibilidad de pensar en ‘otra’ investigación educativa. EDUCATIO SIGLO XXI, v. 37, n. 2, p. 11-20, 2019.

HOLLIDAY, O. J. Sistematización de experiencias, investigación y evaluación: aproximaciones desde tres ángulos. Educacion Global Research, n. 1, p. 56-70, 2012.

HOMBRADOS-MENDIETA, M. I.; GÓMEZ-JACINTO, L. Empowerment in the community intervention. Intervención Psicosocial, v. 10, n. 1, p. 55-69, 2001.

HUIZINGA, J. Homo Ludens. Boston: Becon Press, 1971.

ILLICH, I. A convivencialidade. Lisboa: Publicações Europa-América, 1976.

ISRAEL, B. A. et al. Health Education and Community Empowerment: Conceptualizing and Measuring Perceptions of Individual, Organizational, and Community Control. Health Education Quarterly, v. 21, n. 2, p. 149-170, 1994.

KEMMIS, S., MCTAGGART, R., & NIXON, R. The Action Research Planner: Doing Critical Participatory Action Research. Londres: Springer, 2014.

KUHN, T. S. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Editora Perspectiva, 1970.

KUHN, T. S. Second thoughts on paradigms. In: SUPPE, F. (Ed.), The Essential Tension, p. 293-319, 1977.

LAPALMA, A. I. El Escenario de la Intervención Comunitaria. Revista de Psicología de la Universidad de Chile, v. X, n. 2, p. 61-70, 2001.

LATORRE, A. La investigación-acción. Conocer y cambiar la práctica educativa. Barcelona: Editorial Graó, 2003.

LEWIN, K. Action Research and Minority Problems. Journal of Social Issues, v. 2, n. 4, p. 34-46, 1946.

LIMA, L. Projecto-Viana (1983-1988). Um ensaio de investigação participativa. Braga: Unidade de Educação de Adultos, Universidade do Minho, 1990.

LIMA, L. Educação ao Longo da Vida. Entre a mão direita e a mão esquerda de Miró. São Paulo: Cortez, 2007.

LIMA, L. A EJA no contexto de uma educação permanente ou ao longo da vida: mais humanos e livres, ou apenas mais competitivos e úteis?. In: NACIF, P. G. S.; QUEIROZ, A. C.; GOMES, L. M. (Coord.). Coletânea de textos CONFINTEA Brasil+6. Brasília: Ministério da Educação, 2016. p. 15-25.

LIMA, L. Revisitação gelpiana da educação permanente: ambiguidades e erosão política de um conceito. Investigar em Educação, v. 2, n. 5, p. 53-71, 2016.

MARCHIONI, M. Comunidad, Participación y Desarrollo. Teoria y metodologia de la intervención comunitaria. Madrid: Editorial Popular, 1999.

MATURANA, H.; VARELA, F. De máquinas y seres vivos: autopoiesis, la organización de lo vivo. Buenos Aires: Lumen, 2003.

MCNIFF, J.; WHITEHEAD, J. All you need to know about Action Research. Londres: Sage Publications, 2006.

MELO, A. A educação permanente, guia de vida e manifesto político nas encruzilhadas da humanidade. Conferência de abertura nas II Jornadas de Educação de Adultos, Coimbra, 27 de janeiro, 2011.

MINAYO, M. C. S. Construção de Indicadores Qualitativos para Avaliação de Mudanças. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 33, n. 1, p. 83-91, 2009.

MINAYO, M. C. S. Importância da Avaliação Qualitativa combinada com outras modalidades de Avaliação. Saúde & Transformação Social, v. 1, n. 3, p. 2-11, 2011.

MINAYO, M. C. S. et al. Métodos, técnicas e relações em triangulação. In: MINAYO, M. C. S.; ASSIS, S. G.; SOUZA, E. R. Avaliação por Triangulação de métodos: Abordagem de Programas Sociais. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2005.

MORIN, E. From the Concept of System to the Paradigm of Complexity. Journal of Social and Evolutionary Systems, v. 15, n. 4, p. 371-385, 1992.

MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez Editora, 2000.

MORIN, E.; CIURANA, E. R.; MOTTA, R. D. Educar na Era Planetária. O pensamento complexo como Método de aprendizagem no erro e na incerteza humana. Paulo: Cortez Editora, 2003.

NÓVOA, A. Professores. Imagens do futuro presente. Lisboa: Educa. 2009.

OLIVEIRA, C. C. A Educação como processo auto-organizativo - fundamentos teóricos para uma educação permanente e comunitária. Lisboa: Instituto Piaget, 1999.

OLIVEIRA, C. C. A Lógica da Observação: Contributos para o Esclarecimento do Conceito de Construtivismo. DiaCrítica, n. 17/3, p. 339-350, 2003.

OLIVEIRA, C. C. Contributos Educativos e Comunitários do Movimento Epistemológico da Auto-organização – Um Método Auto-organizativo na formação de educadores de adultos. Educação, v. 1, n. 61, p. 165-180, 2007.

OLIVEIRA, C. C. Educação: Pesquisa, Complexidade e Contemporaneidade. Reflexão e Ação, v. 16, n. 2, 19-37, 2008.

OLIVEIRA, C. C. O movimento da auto-organização e seus contributos para a educação. Reflexão e Ação, v. 21, n. 2, p. 335-350, 2013.

OLIVEIRA, C. C. What Bateson had in Mind About ‘Mind’? Biosemiotics, v. 6, n. 3, p. 515–536, 2013.

OLIVEIRA, C. C. Análise e Desenvolvimento de Conceitos Base no GAIA: Aprendizagem-Educação; Complexidade; Padrão; Narrativa; Metáfora. In: PELLANDA, N; BOETTCHERE, D.; PINTO, M. (Coord.), Viver/conhecer na perspectiva da complexidade: experiências de pesquisa. Santa Cruz do Sul: EDUNIC, p. 88-102, 2017.

PERUZZO, C. M. K. Epistemologia e método da pesquisa-ação. Uma aproximação aos movimentos sociais e à comunicação. XXV Encontro Anual da Compós, Universidade Federal de Goiás, 7 a 10 de junho, 2016.

PIAGET, J. Jan Amos Comênio. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2010.

PREDBORSKA, I. E. Morin’s Complexity Paradigm in the Context of Informational Challenges to Education. systems. connecting matter, life, culture and technology, v. 1, n. 3, p. 68-82, 2013.

PRIGOGINE, I.; STENGERS, I. Sistema. In: Enciclopédia Einaudi, v. 26; Lisboa: Impr. Nacional/Casa da Moeda, 1993.

RIBEIRO-DIAS, J. A Educação da Nova Humanidade. Porto: Papiro, 2009.

RORTY, R. Philosophy and the Mirror of Nature. Princeton: University of Princeton Press, 1979.

SAAVEDRA, I. Percursos de conscientização em contexto de bairro social: um projeto de intervenção com crianças e jovens. 2018. Dissertação (Mestrado em Educação) – Instituto de Educação, Universidade do Minho, Braga. Disponível em: http://hdl.handle.net/1822/59719.

SÁNCHEZ, M. P. M. Los programas de intervención comunitária desde la perspectiva de sus actores. Liberabit, v. 17, n. 1, p. 59-66, 2011.

SANTOS, B. V. Um discurso sobre as ciências. São Paulo: Cortez Editora, 2008.

SERVA, M. O paradigma da complexidade e a análise organizacional. Revista de Administração de Empresas, v. 32, n. 2, 1992.

STENGERS, I. Les Généalogies de l’Auto-organisation. Cahiers du CREA, n. 8, p. 7-104, 1985.

TOLEDO, R. F.; JACOBI, P. R. Pesquisa-ação e educação: compartilhando princípios na construção de conhecimentos e no fortalecimento comunitário para o enfrentamento de problemas. Educação & Sociedade, v. 34, n. 122, p. 155-173, 2013.

TRICKETT, E. J.; ESPINO, S. R.; HAWE, P. How are community intervention conceptualized and conducted? An analysis of published accounts. Journal of Community Psychology, v. 39, n. 5, p. 576-591, 2011.

TRIPP, D. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação e Pesquisa, v. 31, n. 3, p. 443-466, 2005.

TUZZO, S. A.; BRAGA, C. F. O processo de triangulação da pesquisa qualitativa: o metafenômeno como gênese. Revista Pesquisa Qualitativa, v. 4, n. 5, p. 140-158, 2016.

ÚCAR, X. Acción comunitaria e intervención socioeducativa en un mundo globalizado. In: ÚCAR, X. (Coord.) et al. Enfoques y experiencias internacionales de acción comunitária En España, Israel, Finlandia, Estados Unidos de América y Brasil. Barcelona: GRAO, 2009.

UNESCO. Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. (s.d.). Disponível em: https://www.unescoportugal.mne.pt/pt/noticias/objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel

UNRIC - Centro de informação Regional das Nações Unidas para a Europa Ocidental. Guia sobre o Desenvolvimento Sustentável. 2016.

WITTGENSTEIN, L. Culture and Value. Chicago: University of Chicago Press, 1988.

O periódico Filosofia e Educaçãoutiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.