A avaliação “é a bola girando na roda”: reflexões sobre práticas avaliativas na universidade

Palavras-chave: Autoavaliação. Avaliação formativa. Pesquisa-ação colaborativa.

Resumo

O trabalho analisa como a pesquisa ação-colaborativa se constitui em um espaço de diálogo e reflexão sobre práticas educativas e avaliativas na universidade.  Trata-se de uma dinâmica de pesquisa desenvolvida com docentes de diversas áreas de uma universidade pública do estado da Bahia, que regularmente discutem suas práticas pedagógicas nos contextos de ensino em que atuam. Para este artigo, analisamos as reflexões que faz uma professora do Departamento de Exatas da universidade, com o objetivo de compreender como a docente se insere num movimento autoavaliativo por meio do qual revela e (re)significa suas práticas educativas e avaliativas no contexto do ensino de química. Como dispositivo metodológico, utilizamos narrativas da docente produzidas em forma de relatos orais durante um encontro do grupo de pesquisa. Os resultados do estudo evidenciam que, inicialmente, a docente concebe a avaliação da aprendizagem como um processo voltado para aferição, cuja preocupação é com a existência de uma nota como reflexo da aprendizagem. A partilha, a troca de experiências e a autoavaliação sobre as práticas na docência universitária promovem reflexões que reverberam outros modos de compreensão e de desenvolvimento do fazer docente na universidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fabrício Oliveira da Silva, Universidade do Estado da Bahia
Doutor em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade da Universidade do Estado da Bahia. Professor assistente da Universidade do Estado da Bahia.
Marinalva Lopes Ribeiro, Universidade Estadual de Feira de Santana
Doutorado em Educação pela Université de Sherbrooke, Canadá e Pós-Doutorado em Educação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Professora Plena da Universidade Estadual de Feira de Santana.
Lucile Ruth de Menezes Almeida, Universidade Estadual de Feira de Santana
Mestrado em Mestrado em Música e Educação. 
Southwestern Baptist Theological Seminary. Atualmente é Professora Adjunta aposentada da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Pedagogia Universitária (NEPPU).

Referências

ALMEIDA, Lucile Ruth de Menezes. Avaliação da aprendizagem: reflexões sobre os desafios atuais. In: RIBEIRO, Marinalva Lopes; MARTINS, Édiva de Souza; CRUZ, Antonio Roberto Seixas. (Org.) Docência no ensino superior: desafios da prática educativa. Salvador: EDUBA, 2011.

ALMEIDA, Lucile Ruth de Menezes. Avaliação formativa no contexto da construção do mapa conceitual. Sitientibus: Revista da Universidade Estadual de Feira de Santana,. ano I, n. 1, jul./dez. 1982.

BEHRENS, Marilda Aparecida. O paradigma emergente e a prática pedagógica. 3 ed., Curitiba: Champagnat, 2003.

CARPIM, Lucymara; BEHRENS, Marilda Aparecida; TORRES, Patrícia Lupion. Paradigma da complexidade na prática pedagógica do professor de educação professional no século 21. B. Tec. Senac, Rio de Janeiro, v. 40, n.1, p. 90-107, jan./abr. 2014.

GRILLO, Marlene Correro LIMA; Valderez M. do R. O fazer pedagógico e as concepções de conhecimento. In: FREITAS, Ana Lúcia Souza de S.; GESSINGER, Rosana M.; GRILLO, Marlene; LIMA, Valderez M. do R. (Org.). A gestão da aula universitária na PUCRS / Porto Alegre: EDIPUCRS, 2008.

HADJI, Charles. Avaliação desmistificada. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.

KENSKI, Vani Moreira. In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro (Org.). Repensando a didática. SP: Papirus, 1988.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 2 ed. SP: Cortez, 1995.

LUCKESI, Cirpiano Carlos. O que é mesmo o ato de avaliar a aprendizagem? Disponível em Pátio. Porto Alegre: ARTMED. Ano 3, n. 12, fev./abr. 2000. Disponível em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/2511.pdf Acesso: 26/12/2017.

MORAES, Maria Cândida. O paradigma educacional emergente. Campinas, SP: Papirus, 1997.

MORIN, Edgar. La epistemología de la complejidad. Gazeta de Antropología, n. 20, 2004. Disponível em: http://www.ugr.es/~pwlac/G20_02Edgar_Morin.html Acesso em 26/12/2017

PERRENOUD, Phillippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens - entre duas lógicas. Porto Alegre, RS: Artes Médicas Sul, 1999.

PIMENTA, Selma Garrido. Pesquisa-ação crítico-colaborativa: construindo seu significado a partir de experiências com a formação docente. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 521-539, set./dez. 2005.

POZO, Juan Ignácio. Aprendizes e mestres: a nova cultura da aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2002.

POZO, Juan I.; ECHEVERRÍA, M. del Puy Pérez. (Coord.). Psicologia del aprendizaje universitario: La formación en competencias. Madrid: Morata, 2009.

RIBEIRO, Marinalva Lopes.; MUSSI, Amali de Almeida. Inovação da prática pedagógica de professores do ensino universitário pela pesquisa-ação colaborativa. UEFS, Resolução CONSEPE 011/2015.

SANMARATÍ, Neus. Avaliar para aprender. Porto Alegre: Artmed, 2009.

ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: ArtMed, 1998.

Publicado
2018-07-11
Como Citar
Silva, F. O. da, Ribeiro, M. L., & Almeida, L. R. de M. (2018). A avaliação “é a bola girando na roda”: reflexões sobre práticas avaliativas na universidade. Revista Internacional De Educação Superior, 4(3), 664-684. https://doi.org/10.20396/riesup.v4i3.8652413