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Evolução do conhecimento biocronoestratigráfico do cretáceo nas bacias marginais brasileiras baseado em nanofósseis calcários
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Palavras-chave

Microfósseis. Nanofósseis calcários. Bioestratigrafia. Cretáceo.

Como Citar

GUERRA, Rodrigo do Monte; TOKUTAKE, Lucio Riogi. Evolução do conhecimento biocronoestratigráfico do cretáceo nas bacias marginais brasileiras baseado em nanofósseis calcários. Terrae Didatica, Campinas, SP, v. 7, n. 1, p. 41–48, 2015. DOI: 10.20396/td.v7i1.8637440. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8637440. Acesso em: 14 jun. 2024.

Resumo

O advento da bioestratigrafia contribuiu em grande parte para a resolução de problemas estratigráficos, possibilitando a correlação dos estratos rochosos com base na análise dos fósseis. A utilização como ferramenta padrão na indústria do petróleo propiciou um grande avanço nos conceitos da bioestratigrafia e no conhecimento geológico. Devido a dificuldade de recuperação de macrofósseis na amostragem em perfurações petrolíferas, os microfósseis transformaram-se em ótima alternativa para correlações, estudos paleoecológicos e posicionamento cronoestratigráfico de poços. Dentre os grupos mais utilizados estão os nanofósseis calcários, devido à abundância com que ocorrem nas rochas aliada à ampla distribuição geográfica, rápida especiação e ao fato de serem facilmente recuperados da matriz sedimentar e preparados em laboratório. Este trabalho busca apresentar a importância da bioestratigrafia e a evolução do conhecimento cronoestratigráfico do Cretáceo Superior nas bacias marginais brasileiras, por meio dos principais biozoneamentos propostos com nanofósseis calcários.

https://doi.org/10.20396/td.v7i1.8637440
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