Banner Portal
James Hutton e o Sublime Geológico: A Teoria da Terra entre o Iluminismo e o Romantismo
Reconstituição artística de uma paisagem do Pleistoceno sul-americano, com o notoungulado Toxodon, herbívoro de tamanho avantajado. (Desenho de Jorge Blanco). Ref. Braunn & Ribeiro 2017, Terræ Didatica, 13(2):131. DOI: https://doi.org/10.20396/td.v13i2.8650100
PDF

Palavras-chave

James Hutton. Teoria da Terra. Iluminismo. Romantismo.

Como Citar

CAXITO, Fabricio. James Hutton e o Sublime Geológico: A Teoria da Terra entre o Iluminismo e o Romantismo. Terrae Didatica, Campinas, SP, v. 13, n. 3, p. 235–243, 2018. DOI: 10.20396/td.v13i3.8650962. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8650962. Acesso em: 15 abr. 2024.

Resumo

O trabalho do geólogo, naturalista e médico escocês James Hutton [1726-1797], no contexto do Iluminismo Escocês, sofreu grande influência das ideias de pensadores como Isaac Newton e David Hume, representando uma síntese e uma transposição para as nascentes ciências geológicas da força motriz do pensamento iluminista da época. Sua visão da terrível magnitude das forças naturais e da imensidão do tempo geológico perante a efemeridade da vida humana reflete os conceitos kantianos de Sublime Dinâmico e Matemático, respectivamente. A partir do desenvolvimento da Geologia como uma ciência que abriu os olhos humanos para a história natural, é possível traçar um paralelo entre as teorias de James Hutton e as visões sobre a natureza dos poetas românticos do século XIX, principalmente Coleridge e Wordsworth. Desta forma, a geologia nasce como ciência exatamente na encruzilhada entre dois dos maiores movimentos intelectuais e culturais da civilização ocidental, o Iluminismo e o Romantismo.

https://doi.org/10.20396/td.v13i3.8650962
PDF

Referências

Aristóteles. 2007. Physics: book VIII. Trad. para inglês de Daniel W. Graham. Oxford: Clarendon Press, 232 p., re-edição 2007.

Baxter S. 2004. Revolutions in the Earth: James Hutton and the True Age of the World. Londres: Weidenfeld & Nicolson Ltd, 245 p.

Craig G.Y. 1987. The 1785 Abstract of James Hutton’s Theory of the Earth. Edimburgo: Edinburgh Univ. Library, 2ª ed. 1997. 42p.

Furniss T. 2010. A Romantic Geology: James Hutton’s 1788 ‘Theory of the Earth’. Romanticism, 16(3):305-321.

Gould S.J. 1991. Seta do Tempo, Ciclo do Tempo: Mito e metáfora na descoberta do tempo geológico. Trad. Carlos Afonso Malferrari. São Paulo: Cia. das Letras, 224 p.

Griggs E.L. ed. 1956. Collected Letters of Samuel Taylor Coleridge (6 v.). Oxford Scholarly Classics.

Heringman N. 2004. Romantic Rocks, Aesthetic Geology. Ithaca: Cornell Univ. Press. 304p.

Hume D. 1777. Enquiries Concerning Human Understanding and Concerning the Principles of Morals. 2 ed. 1902. Oxford: Clarendon Press. 458p.

Hutton J. 1749. Dissertatio Physico-Medica Inauguralis de Sanguine et Circulatione Microcosmi. Leiden. 34p.

Hutton J. 1788. Theory of the Earth; or an investigation of the laws observable in the composition, dissolution, and restoration of land upon the Globe. Trans. Royal Society of Edinburgh, 1:209-304.

Hutton J. 1795. Theory of the Earth, with Proofs and Illustrations. 2 v., Edinburgh and London.

Kant I. 1788. Crítica da Faculdade do Juízo. Trad. Valério Rohden & Antônio Marques. Ed. Forense Univ., 1993, 384 p.

Lyell C. 1832. Principles of Geology. Londres: Penguin Classics, 1998 (abridged version).

Lucrécio. 2015. Da Natureza das Coisas. Tradução de Luis Manoel Gaspar Cerqueira. Lisboa: Relógio D’água, re-edição. 406 p.

Montgomery D.R. A crença no Dilúvio: campo e teoria na evolução da paisagem antes da geomorfologia. Terræ Didatica, 13(1):44-62. URL: http://www.ige.unicamp.br/terraedidatica/v13_1/PDF13_1/TD131-3.pdf. Acesso 26.09.2017.

Nicolson M.H. 1959. Mountain Gloom and Mountain Glory: The Development of the Aesthetics of the Infinity. Washington: Univ. Washington Press, 432 p.

Playfair J. 1802. Illustrations of the Huttonian Theory of the Earth. Cambridge Univ. Press, re-edição 2011. 554 p.

Piper H.W. 1962. The Active Universe: Pantheism and the Concept of Imagination in the English Romantic Poets. London: Bloomsbury Academic, 243 p.

Porter R. 1977. The Making of Geology: Earth Science in Britain, 1660-1815. Cambridge University Press, 300 p.

Steno N. 1669. De solido intra solidum naturaliter contento dissertationis prodromus. Florença.

Tomkeieff S.I. 1949. XVII. James Hutton and the Philosophy of Geology. Proceedings of the Royal Society of Edinburgh. Section B. Biology, 63(4):387-400.

Ussher J. 1658. The Annals of the World. 7 ed., Green Forest (EUA): Master Books, re-edição 2007. 960p.

Wordsworth W. 1805. The Prelude: Or, Growth of a Poet’s Mind. Oxford: Oxford Univ. Press, 1970, 368 p.

Terrae Didatica utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto, em que:

  • A publicação se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores;
  • Os originais não serão devolvidos aos autores;
  • Os autores mantêm os direitos totais sobre seus trabalhos publicados na Terrae Didatica, ficando sua reimpressão total ou parcial, depósito ou republicação sujeita à indicação de primeira publicação na revista, por meio da licença CC-BY;
  • Deve ser consignada a fonte de publicação original;
  • As opiniões emitidas pelos autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.