Antropoceno, o que é? Articulando saberes e construindo conceitos em ambientes virtuais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/td.v18i00.8667688

Palavras-chave:

Ciências biológicas, Atividades antrópicas, Extinções em massa, Mídias sociais, Tempo geológico

Resumo

É inegável que a interferência humana vem trazendo consequências catastróficas para o meio ambiente. Tendo em vista este cenário, a Educação Ambiental busca formar indivíduos críticos e ambientalmente responsáveis, que se preocupem com o meio ambiente e ajam visando a preservação do mesmo. O objetivo deste estudo foi utilizar as ferramentas de mídias digitais para favorecer a divulgação científica e verificar sua efetividade para esclarecer a população. Para isso, realizou-se um estudo de caso com alunos de cursos técnicos integrados ao ensino médio, em um município da região noroeste do Paraná, utilizando como instrumento de investigação os aplicativos Google docs e Nuvem de Palavras. Os resultados foram analisados por meio do método indutivo e de Análise de Conteúdo. A utilização de tecnologia digital audiovisual facilitou a construção do conceito de Antropoceno pelos alunos. Assim, entende-se que a utilização de mídias e ferramentas digitais pode mediar o processo de ensino-aprendizagem e induzir a reflexão dos indivíduos participantes.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Laisa Perialdo, Instituto Federal do Paraná

Licencianda em Ciências Biológicas pelo Instituto Federal do Paraná, Campus Umuarama.

Diane Belusso, Instituto Federal do Paraná

Doutora em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Docente efetiva do Instituto Federal do Paraná, campus Umuarama.

 

Marcelo Elias, Instituto Federal do Paraná

Mestrado em Biologia Comparada pela Universidade Estadual de Maringá. Docente efetivo do Instituto Federal do Paraná, campus Umuarama. 

Patrícia Pereira Gomes, Instituto Federal do Paraná

Doutora em Ecologia pela universidade de Brasília. Docente efetiva do Instituto Federal do Paraná, campus Umuarama.

Referências

Albagli, S. (1996). Divulgação científica: Informação científica para cidadania. Ciência Da Informação, 25(3), 396-404. doi: 10.18225/ci.inf..v25i3.639.

Artaxo, P. (2014). Uma nova Era Geológica em nosso planeta: Antropoceno. São Paulo: Revista USP (103), 13-24. doi: 10.11606/issn.2316-9036.v0i103p13-24. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2316-9036.v0i103p13-24

Bardin, L. (2011). Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70. 229 p.

Barnosky, A. D., Matzke, N., Tomiya, S., Wogan, G. O. U., Swartz, B., Quental, T. B., Marshall, C., ..., & Ferrer, E. A. (2011). Has the Earth’s sixth mass extinction Already arrived? Nature, 471(7336), 51-57. doi: 10.1038/nature09678. DOI: https://doi.org/10.1038/nature09678

Brasil (1999). Lei n. 9.795, de 27 de abril de 1999. Coleção de Leis da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 27 abr. 1999. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm. Acesso em: 08 març. 2021.

Câmara, I. G. (2007). Extinção e o Registro Fóssil. Anuário do Instituto de Geociências 30(1), 123-134. Disponível em: http://ppegeo.igc.usp.br/index.php/anigeo/article/view/5302/4812. Acesso em: 08 març. 2021. DOI: https://doi.org/10.11137/2007_1_123-134

Cardoso, F. D. (2015). A sexta extinção em massa e o Antropoceno. Curitiba: Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. (Trab. Concl. Curso). Disponível em: https://www.acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/40583/MONOGRAFIA%20FERNANDA%20DITTMAR%20CARDOSO.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 06 març. 2021.

Carvalho, I. C. M. (2001). Qual educação ambiental? Elementos para um debate sobre educação ambiental e extensão rural. Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável, 2(2), 43-51. Disponível em: https://smastr16.blob.core.windows.net/cea/cea/Revista_Agroecologia_parte11.pdf. Acesso eem: 28.01.2022.

Cervato, C., Frodeman, R. (2012). A importância do Tempo Geológico: desdobramentos culturais, educacionais e econômicos. Trad. M. C. Briani & P. W. Gonçalves. Terræ Didatica, 10(1), 67-79. doi: 10.20396/td.v10i1.8637389. DOI: https://doi.org/10.20396/td.v10i1.8637389

Crutzen, P. J., & Stoermer, E. F. (2000). The “Anthropocene”. Global Change Newsletter, 41, 17-18.

Dias, G. F. (2016). Antropoceno: Introdução à temática ambiental. 2 ed. São Paulo: Gaia. 112p.

Fairchild, T. R. (2009). Planeta Terra: passado, presente e futuro. In: Teixeira, W., Toledo, M. C., Fairchild, T. R., & Taioli, F. (Orgs.). (2009). Decifrando a Terra. 2 ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional. p. 536-563.

Fairchild, T. R., Teixeira, W., & Babinski, M. (2009). Geologia e a descoberta da magnitude do tempo. In: Teixeira, W., Toledo, M. C., Fairchild, T. R., & Taioli, F. (Orgs.) (2009). Decifrando a Terra. 2 ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional. p. 280-305.

Fearnside, P. M. (2010). Consequências do desmatamento na Amazônia. Scientific American Brasil. Especial Biodiversidade, p. 54-59. Disponível em: http://philip.inpa.gov.br/publ_livres/2010/Desmatamento-Sci%20American%20Brasil.pdf. Acesso 21.01.2022.

Finney, S. C., & Edwards, L. E. (2016). The “Anthropocene” epoch: Scientific decision or political statement? GSA Today, 26(3-4), 4-10. doi: 10.1130/GSATG270A.1. DOI: https://doi.org/10.1130/GSATG270A.1

Frodeman, R. L. (2010). O raciocínio geológico: a geologia como uma ciência interpretativa e histórica. Trad. L. M. Fantinel & E. V. D. Santos. Terræ Didatica, 6(2), 85-99. doi: 10.20396/td.v6i2.8637460. DOI: https://doi.org/10.20396/td.v6i2.8637460

Gerhardt, T. A., & Silveira, D. T. (2009). Métodos de Pesquisa. Porto Alegre: Ed. UFRGS. 120p. Disponível em: http://www.ufrgs.br/cursopgdr/downloadsSerie/derad005.pdf. Acesso em: 21.01.2021.

Gibbard, P. L., & Walker, M. J. C. (2014). The term ‘Anthropocene’ in the context of formal geological classification. London, Geological Society, Special Publications, 395, 29-37. doi: 10.1144/SP395.1. DOI: https://doi.org/10.1144/SP395.1

Gil, A. C. (2008). Métodos e Técnicas de Pesquisa. 6 ed. São Paulo: Ed. Atlas. 200p.

Gradstein, F. M., Ogg, J., Smith, A. G., Bleeker, W., & Lourens, L. J. (2004). A new geologic time scale with special reference to Precambrian and Neogene. Episodes, 27(2):83-100. doi: 10.18814/epiiugs/2004/v27i2/002. DOI: https://doi.org/10.18814/epiiugs/2004/v27i2/002

Graffney, O., & Steffen, W. (2017). The Anthropocene equation. The Anthropocene Revew, 4(1), 1-9. doi: 10.1177/2053019616688022. DOI: https://doi.org/10.1177/2053019616688022

Hamilton, C. (2015). Getting the Anthropocene so wrong. The Anthropocene Review, 2(2), 102-107. doi: 10.1177/2053019615584974. DOI: https://doi.org/10.1177/2053019615584974

Ittelson, W. H., Proshansky, H. M., Rivilin, L. G., & Winkel, G. H. (2005). Homem Ambiental. Série:Textos de psicologia ambiental. Brasília, DF: UNB, Laboratório de Psicologia Ambiental. Disponível em: https://docplayer.com.br/20458381-Homem-ambiental-w-h-ittelson-h-m-proshansky-l-g-rivlin-g-h-winkel.html. Acesso em: 15.03.2021.

Lewis, S. L., & Maslin, M. A. (2015). Defining the anthropocene. Nature, 519, 171-180. doi: 10.1038/nature14258. DOI: https://doi.org/10.1038/nature14258

Maruyama, U. G. R. (2019). Educação para o Antropoceno: sustentabilidade ambiental na Rede Federal de Ensino Profissional, Científico e Tecnológico. Rio de Janeiro: UFRJ. Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação. 265p. (Tese Dout.).URL: http://ridi.ibict.br/handle/123456789/1037. Acesso 15.04.2021.

Médici, M. S., Tatto, E. R., & Leão, M. F. (2020). Percepção de estudantes do ensino médio das redes pública e privada sobre atividades remotas ofertadas em tempos de pandemia do coronavírus. Revista Thema, 18, 136-155. DOI: https://doi.org/10.15536/thema.V18.Especial.2020.136-155.1837

Navas, C. A., & Cruz-Neto, A. (2008). Se extinções associadas a mudanças climáticas são eventos naturais, por que devemos nos preocupar com o cenário atual? São Paulo: Revista da Biologia, 1(1), 9-11. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/revbiologia/article/view/108555/106868. Acesso em: 08. 03. 21. DOI: https://doi.org/10.7594/revbio.01.03

Pedrosa, P., & Lopes, R. J. (2019). Darvin sem frescura: Como a ciência evolutiva ajuda a explicar algumas polêmicas da atualidade. Rio de Janeiro: Harpercollins Brasil. 256p.

Rufino, B., & Crispim, C. (2015). Breve resgate histórico da educação ambiental no Brasil e no mundo. VI Congresso de Gestão Ambiental, Porto Alegre. Disponível em: https://www.ibeas.org.br/congresso/Trabalhos2015/VII-069.pdf. Acesso em: 15.04.2021.

Salles, M. M. A., Cestaro, D. C., & Alle, L. F. (2020). Uma perspectiva para a divulgação científica em Biologia em mídias digitais brasileiras. Revista Educaonline, 14(2), 90-111. Disponível em: https://revistaeducaonline.eba.ufrj.br/edi%C3%A7%C3%B5es-anteriores/2020-2/uma-perspectiva-para-a-divulga%C3%A7%C3%A3o-cient%C3%ADfica-em-biologia-em-m%C3%ADdias-digitais. Acesso em: 08. 03. 2021.

Santos, F. D. (2009). Os desafios ambientais criados pela grande aceleração pós-guerra. Primavera, 122, 61-78. Disponível em: https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/3629/1/NeD122_FilipeDuarteSantos.pdf. Acesso em: 08.04.2021.

Sauvé, L. (2005). Educação Ambiental: possibilidades e limitações. Educação e Pesquisa, 31(2), 317-322. DOI: https://doi.org/10.1590/S1517-97022005000200012

Teixeira W., Toledo, M. C., Fairchild, T. R., & Taioli, F. (2009). Decifrando a Terra. 2 ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional. 623p.

Valerio, P. M., & Pinheiro, L. V. R. (2008). Da comunicação científica à divulgação. Transinformação, 20(2), 159-169. doi: 10.1590/S0103-37862008000200004. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-37862008000200004

Veiga, J. E. (2019). Antropoceno e a ciência do sistema Terra. São Paulo: Editora 34. 152p.

Walker, J. D., Geissman, J. W., Bowring, S. A., & Babcock, L. E. (2013). The Geological Society of America Geologic Time Scale. GSA Bulletin, 125(3/4), 259-272. doi: 10.1130/B30712.1. DOI: https://doi.org/10.1130/B30712.1

Walker, J. D., Geissman, J. W., Bowring, S. A., & Babcock, L. E. (Orgs.) (2018). Geologic Time Scale v. 5.0: Geological Society of America. The Geological Society of America. doi: 10.1130/2018.CTS005R3C. DOI: https://doi.org/10.1130/2018.CTS005R3C

Waters, C. N., Zalasiewicz, J. A., Williams, M., Ellis, M. A., & Snelling, A. M. (2014) A stratigraphical basis for the Anthropocene? Geological Society, London, Special Publications, 395, 1-21. doi: 10.1144/SP395.18. DOI: https://doi.org/10.1144/SP395.18

Wordclouds. Disponível em: https://www.wordclouds.com. Acesso em: 22.11.2021.

Zalasiewicz, J. M. W., Smith, A., Barry, T. L., Coe, A. L., Bown, P. R., Brenchley, P., Cantrill, D., …, & Stone, P. (2008). Are we now living in the Anthropocene? GSA Today, 18(2), 4-8. doi: 10.1130/GSAT01802A.1. DOI: https://doi.org/10.1130/GSAT01802A.1

Zalasiewicz, J., Waters, C. N., Williams, M., Barnosky, A. D., Cearreta, A., Crutzen, P., Ellis, E., …, & Oreskes, N. (2015). When did the Anthropocene begin? A mid-twentieth century boundary level is stratigraphically optimal. Quaternary International, 383, 196-203. doi: 10.1016/j.quaint.2014.11.045. DOI: https://doi.org/10.1016/j.quaint.2014.11.045

Zalasiewicz, J., Williams, M., Haywood, A., Ellis, M. (2011) The Anthropocene: a new epoch of geological time? Philosophical Transactions of The Royal Society A, 369, 835-841. doi: 10.1098/rsta.2010.0339. DOI: https://doi.org/10.1098/rsta.2010.0339

Downloads

Publicado

2022-04-24

Como Citar

PERIALDO, L.; BELUSSO, D.; ELIAS, M.; GOMES, P. P. Antropoceno, o que é? Articulando saberes e construindo conceitos em ambientes virtuais. Terrae Didatica, Campinas, SP, v. 18, n. 00, p. e022007, 2022. DOI: 10.20396/td.v18i00.8667688. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8667688. Acesso em: 28 set. 2022.