Roteiros de difusão das Geociências sob a nova visão da sociedade pós-pandemia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/td.v18i00.8668004

Palavras-chave:

Comunicação, Periódicos científicos, Educação científica, Ambiente, Ciência

Resumo

Percorremos 2021 concentrados na seleção e editoração dos 56 trabalhos que integram o volume 17 de Terræ Didatica, com a esperança de que um dia haverá maior controle sobre a pandemia de Covid-19 e seus terríveis efeitos, mas o desafio do combate ao vírus ainda demandará esforços dos pesquisadores, das autoridades e da população. As páginas da revista foram permeadas por resultados de pesquisas sobre os efeitos da pandemia na educação geocientífica, com destaque para propostas inovadoras, que revelam o potencial de contribuição das Ciências da Terra ao esforço coletivo de enfrentamento da catástrofe. Reunimos exemplos, ao longo do ano, bem como resultados experimentais e evidências notáveis, de que “as sociedades humanas precisam reaprender a se relacionar com a natureza” (Apresentação de Terræ Didatica, 2021). Plantam-se sementes de inovação quando o pesquisador-educador contextualiza aspectos da realidade local para trabalhar com seus alunos questões polêmicas sobre a relação entre as sociedades humanas e a natureza. Antes de iniciar o trabalho em sala-de-aula, porém, é necessário ampliar e reformular pontos-de-vista para problematizar temas sobre a complexa e intrincada teia da vida na Terra. Cada educador precisa se capacitar e aprofundar conhecimentos sobre a dinâmica ambiental. Os temas da Geoética e da Geoconservação inspiram pesquisas ininterruptas, ao mesmo tempo em que se acumulam estudos-de-caso sobre problemas significativos de degradação ambiental que podem ser mais bem compreendidos a partir das dificuldades elementares – e extremamente desiguais – vivenciadas pelas comunidades.

Não se trata de assuntos novos; são temas estudados e debatidos há um bom tempo. Contudo, após o evento crítico da pandemia, conceitos relacionados à dinâmica da Terra e aos impactos da interferência humana nos processos naturais virão à tona e poderão mostrar que o modelo de sociedade atual deixou de ser eficaz; ao contrário, revela-se frágil e agressivo aos ambientes terrestres e aos ecossistemas. Pequenas boas mudanças poderão advir, e a educação exercerá papel importante na mudança de paradigmas.

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Biografia do Autor

Celso Dal Ré Carneiro, Instituto de Geociências, Universidade Estadual de Campinas

Professor livre-docente da Universidade Estadual de Campinas. Professor Permanente do Programa de Pós-graduação em Ensino e História de Ciência da Terra, Instituto de Geociências, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil.

Sueli Yoshinaga Pereira, Instituto de Geociências, Universidade Estadual de Campinas

Doutorado em Geociências (Recursos Minerais e Hidrogeologia) pela Universidade de São Paulo. Professora Associada Colaboradora da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil.

Fresia Soledad Torres Ricardi-Branco, Instituto de Geociências, Universidade Estadual de Campinas

Doutorado em Geociências pela Universidade de São Paulo. Professora Associada do Instituto de Geociências, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil.

Pedro Wagner Gonçalves, Instituto de Geociências, Universidade Estadual de Campinas

Doutorado em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas. Professor Associado do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil.

Referências

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Publicado

2022-01-04

Como Citar

CARNEIRO, C. D. R.; PEREIRA, S. Y.; RICARDI-BRANCO, F. S. T.; GONÇALVES, P. W. Roteiros de difusão das Geociências sob a nova visão da sociedade pós-pandemia . Terrae Didatica, Campinas, SP, v. 18, n. 00, p. e022001, 2022. DOI: 10.20396/td.v18i00.8668004. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8668004. Acesso em: 21 maio. 2022.

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Editorial

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