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Uso e ocupação da terra na planície do Rio Atibaia, Campinas, SP
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Palavras-chave

Urbanização
Inundação
Conflitos do uso da terra

Como Citar

MURARO, L. E. de O.; PEREIRA, S. Y.; PEREIRA, P. R. B. Uso e ocupação da terra na planície do Rio Atibaia, Campinas, SP . Terrae Didatica, Campinas, SP, v. 19, n. 00, p. e023034, 2023. DOI: 10.20396/td.v19i00.8673962. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8673962. Acesso em: 1 mar. 2024.

Dados de financiamento

Resumo

Introdução e Objetivos. A planície do rio Atibaia é limítrofe de Paulínia, Jaguariúna e Campinas, com aptidões socioeconômicas e usos diferenciados. A caracterização do uso e ocupação da terra em área de risco hidrológico foi a proposta desta pesquisa. Metodologia. A análise cartográfica, de imagens de satélites e de trabalhos de campo resultaram na definição de classes e subclasses de uso da terra. Resultados. Consoante com planos diretores municipais e o cenário atual, Jaguariúna apresenta zonas urbana e de expansão, industrial e mineração; em Campinas, a planície é considerada Macrozona de Relevância Ambiental, porém com presença de diversos usos, e Paulínia a considera uma zona industrial de grande porte. Conclusão. A presença mista de grandes fazendas, de áreas urbanas e em urbanização (condomínios e moradias simples), chácaras, sítios e extensas áreas com cultivos de cana-de-açúcar, grandes sistemas de tratamento de efluentes e mineração é resultado de vários momentos históricos e, hoje, de periurbanização. Assim, a gestão da área deve considerar a história de ocupação e a população local, baseada na realidade social, econômica e institucional brasileira.

https://doi.org/10.20396/td.v19i00.8673962
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