A ESTRUTURA GENÉRICA EM CARTAS DE VENDA

Autores

  • Rodrigo Esteves de Lima-Lopes

Resumo

Partindo do conceito de gênero (Swales, 1990, 1991, 1992; Halliday e Hasan, 1989), e de algumas pesquisas sobre cartas comerciais (Santos, 1996; Cheung, 1993, e Bhatia, 1993a, b), discuto a estrutura retórica de 104 cartas de venda de produtos e de serviços (malas diretas) e a questão da obrigatoriedade dos movimentos. A estrutura retórica resultante é composta por 6 movimentos, sendo 4 obrigatórios (estabelecimento de relações, oferta, demanda de ações e finalização) e 2 opcionais (credenciais da empresa e documentos anexos). Esses movimentos e passos foram ainda observados quanto à freqüência, mostrando que alguns dos considerados obrigatórios não ocorrem em todas as cartas, o que levou à discussão do conceito de obrigatoriedade, bem como dos critérios para essa classificação. Isso motivou a introdução de alguns conceitos como é o caso da essencialidade versus não-essencialidade, utilizado para determinar quais movimentos são imprescindíveis para a realização do gênero, e da hierarquia, usado para avaliar a importância de um passo para a realização de um movimento. Palavras-chave: análise genérica; movimentos obrigatórios e opcionais; essencialidade; hierarquia.

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Publicado

2011-12-06

Como Citar

LIMA-LOPES, R. E. de. A ESTRUTURA GENÉRICA EM CARTAS DE VENDA. Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, SP, v. 45, n. 2, 2011. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8639437. Acesso em: 8 fev. 2023.

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