AFETO E HISTÓRIA (RE)MOLDANDO O IMAGINÁRIO DA LÍNGUA ESPANHOLA

Autores

  • Ana Pederzolli Cavalheiro

Resumo

Por meio de relatos orais acerca de seus envolvimentos com o espanhol, professores universitários atribuem significados e materializam sentidos sobre a língua que ensinam. Verifica-se que o professor de espanhol constrói sua identidade enquanto tal, não só influenciado pelas circunstâncias sócio-históricas, como também por aspectos de seu inconsciente e por sua afetividade. Professores falantes nativos de espanhol exaltam o laço afetivo com a língua materna, enquanto os falantes de português explicitam o amor à língua materna na substituição pelo espanhol – a língua de genealogia comum. Com o advento do Mercosul, a língua espanhola ganha um novo status no Cone sul e promove novas representações para o idioma, silenciando alguns sentidos. Os sentidos que se mantém emergem na seqüencialidade da fala em forma de pré-construídos; são saberes cristalizados que fazem parte da memória histórica sobre a língua espanhola, também determinantes sobre o imaginário do idioma. Verifico, então, as representações da língua espanhola, tomando como aporte teórico/metodológico a Análise de Discurso (AD) e a Teoria da Enunciação na perspectiva de Authier-Revuz.

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Publicado

2011-10-17

Como Citar

CAVALHEIRO, A. P. AFETO E HISTÓRIA (RE)MOLDANDO O IMAGINÁRIO DA LÍNGUA ESPANHOLA. Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, SP, v. 46, n. 2, 2011. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8639448. Acesso em: 2 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos