Banner Portal
O papel do quadro comum europeu de referência para idiomas: aprendizagem, ensino e avaliação (QCER) na internacionalização das IES: uma análise sob a perspectiva do Letramento Crítico e dos Multiletramentos
PDF

Palavras-chave

QCER. Multiletramentos. Letramento Crítico.

Como Citar

CANI, Josiane Brunetti; SANTIAGO, Maria Elizabete Villela. O papel do quadro comum europeu de referência para idiomas: aprendizagem, ensino e avaliação (QCER) na internacionalização das IES: uma análise sob a perspectiva do Letramento Crítico e dos Multiletramentos. Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, SP, v. 57, n. 2, p. 1164–1188, 2018. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8650002. Acesso em: 20 maio. 2024.

Resumo

Este trabalho objetiva investigar de que forma os descritores do Quadro Comum Europeu de Referência para Idiomas: Aprendizagem, Ensino e Avaliação (QCER) se comportam diante das demandas de uma sociedade cuja comunicação é cada vez mais, multimodal, digital e global. Para alcançar tal objetivo, o artigo aborda estudos sobre Multiletramentos e Letramento Crítico, no intuito de embasar a discussão sobre os descritores referentes aos níveis C1 e C2, pois, para interações eficientes em uma sociedade cada vez mais digital e globalizada, é necessário que utilizadores proficientes possuam, e saibam usar, uma gama considerável de recursos semióticos. A metodologia qualitativa, abrangendo aspectos da concepção do QCER, sua abordagem comunicativa e os descritores de produção e compreensão oral e escrita, foi utilizada. A análise permitiu concluir que a da aplicabilidade do QCER no programa de internacionalização do Ensino Superior requer algumas ações específicas que permitiriam atualizar seus descritores, de forma a atender às práticas dos multiletramentos, do letramento crítico e das tecnologias digitais.
PDF

Referências

BEELEN, J; JONES, E. (2015). Redefining internationalisation at home. In: CURAJ, A.; MATEI, L.; PRICOPIE, R.; SALMI, J.; SCOTT, P. (Eds.). The European higher education area: Between critical reflections and future policies. Dordrecht: Springer.

BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério da Educação (MEC), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), & Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Programa Ciência sem Fronteiras . Decreto Nº 7.642 de 13 de dezembro de 2011 . Brasília, DF. Disponível em: http://isf.mec.gov.br. Acesso em: 27/05/2017.

BRASIL. Ministério da Educação. PNLD 2017: língua estrangeira moderna: espanhol e inglês. Secretaria de Educação Básica-SEB. Brasília, DF. 2016. Disponível em: http://www.fnde.gov.br/programas/livro-didatico/guias-do-pnld/item/8813-guia-pnld-2017. Acesso em: 09/06/2017.

BRASIL. Quadro europeu comum de referência para as línguas. 2017. Disponível em: http://www.coe.int/en/web/common-european-framework-reference-languages/. Acesso em: 09 de julho de 2017.

CASTELL, S; LUKE, A.; MACLENNAN, A. (1986). On defining literacy. In: CASTELL, S. LUKE, A. & EGAN, K. (eds.). Literacy, Society and Schooling: A reader. Cambridge: Cambridge University Press.

CLIFFORD, Valerie A. (2017). Exploring internationalization of the curriculum through the lens of global citizenship. In: LUNA, José Marcelo Freitas (org.). Internacionalização do currículo: educação- interculturalidade – cidadania global. Campinas: Pontes.

CONSELHO DA EUROPA. Quadro comum europeu de referência para as línguas: aprendizagem, ensino, avaliação. Edição portuguesa. Porto: Edições Asa, 2001. Disponível em: http://area.dge.mec.pt/gramatica/Quadro_Europeu_total.pdf. Acesso em: 01/02/2017.

COPE, Bill; KALANTZIS, Mary. (2009). A grammar of multimodality. International Journal of Learning, v. 16, n. 2, pp. 361-425.

COPE, Bill; KALANTZIS, Mary. (2000). Multiliteracies: the beginnings of an idea. In: COPE, Bill; KALANTZIS, Mary. (Eds.). Multiliteracies: Literacy learning and the design of social futures. London: Routledge.

EDUCATIONAL TESTING SERVICE. TOEFL. c2015. Disponível em: <https://www.ets.org/toefl>. Acesso em: 10/05/2017.

FERREIRO, Emília; TEBEROSKY, Ana. (1986). Psicogênese da língua escrita. Tradução de Diana Myriam Lichtenstein et al. Porto Alegre: Artes Médicas.

FREIRE, Paulo. (1974). Pedagogia do oprimido. 1.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

JORDÃO, Clarissa. (2013). Abordagem comunicativa, pedagogia crítica e letramento crítico – farinhas do mesmo saco¿ In: ROCHA, Cláudia Hilsdorf; MACIEL, Ruberval Franco. Língua estrangeira e formação cidadã: por entre discursos e práticas. Campinas: Pontes.

JORGE, Míriam Lúcia dos Santos. (2016). Línguas estrangeiras em evidência: formação de professores, justiça social e letramentos. In: FERREIRA, Maria Cristina Faria Dalacorte; REICHMANN, Carla Lynn; ROMERO, Tania Regina de Souza (Orgs.). Construções Identitárias de Professores de Línguas. Campinas: Pontes.

KALANTZIS, Mary; COPE, Bill. (2012). Multiliteracies in Education. In: The Encyclopedia of Applied Linguistics: Wiley.

KRESS, Gunther. (2003). Literacy in the New Media Age. London and New York: Routledge.

LANKSHEAR, Colin; SNYDER, Ilana; GREEN, Bill. (2000). Teachers and techno literacy: managing literacy, technology and learning in schools. Sydney: Allen & Unwin.

LANKSHEAR, Colin; KNOBEL, Michele. (2003). New literacies: changing knowledge and classroom learning. Buckingham: Open University Press.

LÉVY, Pierre. (2011). O que é o virtual? Tradução de Paulo Neves. São Paulo: Editora 34.

MATTOS, Andréa Machado de Almeida; VALÉRIO, Kátia Modesto. (2010). Letramento crítico e ensino comunicativo: lacunas e interseções. Revista Brasileira de Linguística Aplicada, v. 10, n. 1, pp. 135-158. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1984-63982010000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en. Acesso em: 16/02/2017.

MATTOS, Andréa Machado de Almeida; VALÉRIO, Kátia Modesto. Novos letramentos, globalização e ensino de inglês como língua estrangeira. (2014). In: ZACCHI, Vanderlei; STELLA, Paulo Rogério (Orgs.). Novos letramentos, formação de professores e ensino de língua inglesa. Maceió: Edufal.

MCLAUGHLIN, Maureen; DeVOOGD, Glenn Lawrence. (2004). Critical literacy: enhancing students’ comprehension of text. New York: Scholastic.

THE NEW LONDON GROUP. A Pedagogy of Multiliteracies: designing social futures. Harvard Educational Review, v. 66, n. 1, p. 60-92, 1996. Disponível em: http://vassarliteracy.pbworks.com/f/Pedagogy+of+Multiliteracies_New+London+Group.pdf. Acesso em: 09/06/2017.

ROSCHEL NUNES, Elaine C.; LORKE, Franzisca. (2011). O problema da adequação dos parâmetros do Quadro Europeu Comum de Referência e “a necessidade de emergir como os outros de nós mesmos”. Revista X, v.2, pp. 40-60. Disponível em: http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/revistax/article/view/22892. Acesso em: 02/07/2015.

SOARES, Magda. (2009). Letramento: um tema em três gêneros. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica.

STREET, Brian Vincent. (1984). Literacy in theory and practice. Cambridge: Cambridge University Press.

O periódico Trabalhos em Linguística Aplicada utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto, em que:

  • A publicação se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores;
  • Os originais não serão devolvidos aos autores;
  • Os autores mantêm os direitos totais sobre seus trabalhos publicados na Trabalhos de Linguística Aplicada, ficando sua reimpressão total ou parcial, depósito ou republicação sujeita à indicação de primeira publicação na revista, por meio da licença CC-BY;
  • Deve ser consignada a fonte de publicação original;
  • As opiniões emitidas pelos autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.