O pátio do colégio em São Paulo entre 1889 a 1972: agentes, tensões e representações.

  • João Carlos Santos Kuhn Universidade de São Paulo
  • Renato Cymbalista Universidade de São Paulo
Palavras-chave: Pátio do colégio. São Paulo. Companhia de Jesus. Desecularização.

Resumo

O presente artigo tem como objetivo observar as transformações envolvendo o Pátio do Colégio em São Paulo, no período entre 1889 e 1972, a partir de uma problemática central: o giro de 180O – referente aos processos de construção, destruição e reconstrução do Pátio do Colégio – na posição pública a respeito daquele que é um dos espaços mais emblemáticos da cidade, local de seu nascimento e símbolo da espiritualidade colonial. Para isso, atenta aos agentes e grupos de interesse que incidiram sobre o Pátio do Colégio nessas nove décadas: lideranças políticas, intelectuais, imprensa e os padres da Companhia de Jesus e seus apoiadores.

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Biografia do Autor

João Carlos Santos Kuhn, Universidade de São Paulo
Arquiteto / Mestrando em História e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo
Renato Cymbalista, Universidade de São Paulo
Professor doutor do departamento de História e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo.

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Publicado
2014-09-09
Como Citar
Kuhn, J. C. S., & Cymbalista, R. (2014). O pátio do colégio em São Paulo entre 1889 a 1972: agentes, tensões e representações. URBANA: Revista Eletrônica Do Centro Interdisciplinar De Estudos Sobre a Cidade, 6(1), 740-757. https://doi.org/10.20396/urbana.v6i1.8635323