Ao machado! Ao machado! A cidade do Natal e suas árvores no início do século XX

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DOI:

https://doi.org/10.20396/urbana.v8i2.8646375

Palavras-chave:

Arborização. História ambiental urbana. Natal/RN.

Resumo

O artigo aborda a complexa relação entre o cidadão natalense e a vegetação de grande porte na primeira década do século XX. A partir dos preceitos da História Ambiental Urbana, analisamos artigos veiculados nos jornais locais e, como contraponto, textos sobre arborização nas cidades brasileiras do período. Embora muitas cidades do país adotassem modelos europeus para sua reorganização espacial, certos equipamentos urbanos, como os jardins e avenidas arborizadas tiveram tratamento diferenciado. Em Natal, os residentes consideravam a vegetação de grande porte para fins estéticos um estorvo a ser eliminado, pensamento que alcançou a cidade contemporânea.

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Biografia do Autor

Yuri Simonini, História da Universidade Federal de Minas Gerais

Possui graduação em História (2006) e Mestrado em Arquitetura e Urbanismo - com ênfase em História da Cidade e do Urbanismo - (2010) pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN. Atualmente, é doutorando do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais.

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Publicado

2016-12-11

Como Citar

SIMONINI, Y. Ao machado! Ao machado! A cidade do Natal e suas árvores no início do século XX. URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Campinas, SP, v. 8, n. 2, p. 95–114, 2016. DOI: 10.20396/urbana.v8i2.8646375. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/urbana/article/view/8646375. Acesso em: 30 nov. 2022.