Maquinações de natureza em episódios urbanos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/urbana.v8i2.8647049

Palavras-chave:

Maquinações. Natureza Celibatária. Hiper-realidade.

Resumo

O artigo aborda maquinações entre natureza e cidade a partir das políticas de subjetivação contemporâneas analisadas com enfoque nas interações entre hegemonias e resistências. Explora interações e rupturas entre hegemonia e resistência através da contextualização de situações contributivas para a reflexão do urbanismo sob a ótica da paisagem, das visibilidades, da política e dos afetos citadinos. Tais interações desdobram-se de três episódios contextualizados nas cidades de Salvador, Recife e Rio de Janeiro: 1) Desaparecimento e morte dos rios; 2) Um lugar ao sol na natureza urbana: territorialidades e paisagem; e 3) Pesca artesanal e paisagem: territorialidades de memória e apagamentos. Os episódios articulam sentidos de “hiper-realidade” (BAUDRILLARD, 1991); “maquínico” (DELEUZE e GUATTARI, 2007); e “justificativas ambientais” (ACSELRAD, 2010), entre outros, assumindo diferentes configurações para práticas urbanas relacionadas com a natureza. A abordagem pelo viés da subjetivação instaura campos de forças tensionados, denominados de natureza celibatária.

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Biografia do Autor

Pedro Dultra Britto, Universidade Federal de Goiás

Formado arquiteto e urbanista pela Universidade de São Paulo, mestre em planejamento do meio ambiente pela Unicamp e doutor em urbanismo pela Universidade Federal da Bahia. Atualmente é professor adjunto da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Goiás, atuando no curso de graduação e no programa de pós-graduação Projeto e Cidade. Coordena o grupo de pesquisa Entrópicos e o projeto de extensão Escritório Público de Projetos, direcionado à assistência técnica para projetos de interesse social. Possui interesse pelo campo de pesquisa configurado nas intersecções entre projeto de arquitetura e projeto urbano, particularmente orientado pelas demandas de caráter social e uso coletivo inseridos na esfera pública. 

Carolina Ferreira Fonseca, Universidade Federal de Goiás

Graduada em Decoração pela Universidade Federal de Uberlândia, com trabalho de conclusão de curso intitulado PALCO BRASIL, um projeto de apropriações e resignificações de objetos de usos cotidianos para constituição de um teatro de rua. Mestre e doutora em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia. Desde a graduação dedica-se a escritórios e coletivos autônomos, atuantes nas intersecções entre design, arquitetura, comunicação, produção gráfica e audiovisual, cenografia e estudos urbanos. Integrou o grupo inaugural do periódico Redobra e do Selo Editorial Sociedade da Prensa.

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Publicado

2016-12-11

Como Citar

BRITTO, P. D.; FONSECA, C. F. Maquinações de natureza em episódios urbanos. URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Campinas, SP, v. 8, n. 2, p. 210–232, 2016. DOI: 10.20396/urbana.v8i2.8647049. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/urbana/article/view/8647049. Acesso em: 30 nov. 2022.