Cartografia como narrativa

experiências artísticas de Guillermo Kuitca e Jorge Macchi como procedimento de leituras urbanas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/urbana.v11i3.8655998

Palavras-chave:

Leituras urbanas, Trapeiro, Alteridade urbana

Resumo

O presente artigo pretende encontrar quem fale do espaço urbano e de nossas experiências como seres humanos/urbanos. Encontrar quem tencione e especule propositivamente sobre o anestesiamento e silenciamento dos dissensos urbanos, sobre a homogeneização e estandardização da vida cotidiana, sobre o viver urbano, sobreviver urbano. Encontrar na Arte quem assuma o choque moderno (o ainda insistente ensaiado por Benjamin) e incorpore o turbilhão informacional contemporâneo e que nos convoque a um deslocamento necessário à reflexão e constituição da subjetividade, da alteridade, da urbanidade. Nessa busca, caminhar e encontrar alguns artistas contemporâneos, colecionar algumas de suas obras e estabelecer uma análise crítica. Os trabalhos artísticos centrais são: Le Sacre (1992), de Guillermo Kuitca e Buenos Aires Tour (2003), de Jorge Macchi.

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Biografia do Autor

Ricardo Luis Silva, Centro Universitario Senac

Professor Doutor no Centro Universitário SENAC/SP. Arquiteto formado pela Universidade Federal de Santa Catariana.

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Publicado

2020-05-06

Como Citar

SILVA, R. L. Cartografia como narrativa: experiências artísticas de Guillermo Kuitca e Jorge Macchi como procedimento de leituras urbanas. URBANA: Revista Eletrônica do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade, Campinas, SP, v. 11, n. 3, p. 58–85, 2020. DOI: 10.20396/urbana.v11i3.8655998. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/urbana/article/view/8655998. Acesso em: 30 nov. 2022.